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Mazúrquica Modérnica

Violeta Parra

Mazúrquica Modérnica

Me han preguntádico varias persónicas
Si peligrósicas para las másicas
Son las canciónicas agitadóricas
Ay, ¡qué pregúntica más infantílica!
Solo un piñúflico la formulárica
Pa' mis adéntricos yo comentárica

Le he contestádico yo al preguntónico
Cuando la guática pide comídica
Pone al cristiánico firme y guerrérico
Por sus poróticos y sus cebóllicas
No hay regimiéntico que los deténguica
Si tienen hámbrica los populáricos

Preguntadónicos, partidirísticos
Disimuládicos y muy malúlicos
Son peligrósicos más que los vérsicos
Más que las huélguicas y los desfílicos
Bajito cuérdica firman papélicos
Lavan sus mánicos como piláticos

Caballeríticos almidonáticos
Almidonádicos mini ni, ni, ni, ni
Le echan carbónico al inocéntico
Y arrellanádicos en los sillónicos
Cuentan los muérticos de los encuéntricos
Como frivólicos y bataclánicos

Varias matáncicas tiene la histórica
En sus pagínicas bien imprentádicas
Para montárlicas no hicieron fáltica
Las refalósicas revoluciónicas
El juraméntico jamás cumplídico
Es el causántico del desconténtico
Ni los obréricos, ni los paquíticos
Tienen la cúlpica señor fiscálico

Lo que yo cántico es una respuéstica
A una pregúntica de unos graciósicos
Y más no cántico porque no quiérico
Tengo flojérica en los zapáticos
En los cabéllicos, en el vestídico
En los riñónicos y en el corpíñico

Mazúrquica Modérnica

Me perguntaram várias vezes
Se é perigoso para os mais jovens
As canções agitadas
Ai, que pergunta mais infantil!
Só um piadinha a formulou
Para meus íntimos eu comentei

Eu respondi à pergunta
Quando a grana pede comida
Coloca o cristão firme e guerreiro
Por seus problemas e suas cebolas
Não há regime que os detenha
Se têm fome os populares

Perguntas, divisões
Disfarçadas e muito maldosas
São mais perigosas que os verdes
Mais que as greves e os desfiles
Baixinho assinam papéis
Lavam suas mãos como pilhas

Cavalheiros amarelados
Amarelados mini ni, ni, ni, ni
Colocam gás no inocente
E se acomodam nos sofás
Contam os mortos dos encontros
Como fúteis e bataclânicos

Várias mortes tem a história
Em suas páginas bem impressas
Para montá-las não fizeram falta
As revoluções refalosas
O juramento nunca cumprido
É a causa do descontentamento
Nem os operários, nem os pacíficos
Têm a culpa, senhor fiscal

O que eu canto é uma resposta
A uma perguntinha de uns engraçadinhos
E não canto mais porque não quero
Estou cansado nos sapatos
Nos cabelos, nas roupas
Nos rins e no corpo

Composição: Violeta Parra