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Letra

    Eu sou filho do nordeste, fui criado no sertão
    Passei fome passei sede mas adoro meu torão
    Enfrentei a seca forte de fazer trincar o chão
    Já vi boi morrer gemendo
    com a linguá seca lambendo
    o fundo do ribeirão.

    No norte a seca braba era um Deus nos acuda
    Nordestino bão de raça como o pão que o diabo amassa
    mas do Nordeste não muda.

    O sol faiscava fogo onde batia queimava
    O cerrado virou lenha, nenhuma folha restava
    Os bichos vinha morrendo no chão quente esturricava
    Onde eu pescava de anzol
    vi peixe morrer no sol
    no barro que ressecava.

    No norte a seca a braba era um Deus nos acuda
    Nordestino bão de raca como o pão que o diabo
    amassa mas do Nordeste não muda.

    Embaixo de um céu de bronze, em cima de um chão queimado
    Joguei meu plantio no solo não nasceu ficou enterrado
    Passei no fio da navalha aguentei tudo calado
    Mas aqui estou em pé
    e ainda tenho fé
    de ver meu sertão molhado.

    No norte a seca a braba era um Deus nos acuda
    Nordestino bão de raça como o pão que o diabo amassa
    mas do Nordeste não muda.

    Composição: Tião Do Carro / Grilo. Essa informação está errada? Nos avise.

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