
Amor Leviano
Parrerito
Existe uma luz quase morta
No final desta rua
Lugar onde os pobres de amor
Vão comprar seus delírios
Lugar onde comercializam
O amor e a paixão
Onde vendem afagos
Feito só de ilusão
Onde compram o amor pra acalmar os martírios
Lá se faz de tudo para ter os momentos de felicidade
É o recanto do amor, da paixão e a maldade
Paraíso daquela que se fez mariposa
Cada uma um passado, se vendeu porque quis ou por necessidade
Tem mulher de mentira, tem mulher de verdade
Até quem foi honrada no papel de esposa
Ali mora alguém que roubou minha felicidade
Alguém que aos pés do altar dei o meu sobrenome
E hoje naquele ambiente vivendo outra vida
É amante, é amada, é a mulher preferida
Pela intensa volúpia que concede aos homens
Mas se acaso a vejo, sinto ódio e desejo, não dá pra explicar
Sinto o seu perfume bailando no ar
Embriagando minha alma, mergulhada no engano
Mas volto à real e não tiro a razão de alguém ser o que quer
Mas falando de quem foi a minha mulher
Eu carrego a vergonha desse amor leviano




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