Garabita
Garabita... Garabita...
La pebeta que has andado
pisoteando el pasto sucio
del arroyo Maldonado;
contemplando el agua mansa,
muchas veces has pensado
en tu vieja la finada
y en tu viejo curdelón.
Garabita... Garabita...
¡Cuántas noches has soñado
con un lindo traje nuevo
con adornos de astracán!
En pintarte las ojeras
y los labios colorados
pa' correr con los muchachos
esas farras de champán.
Garabita... Garabita...
Has nacido pa'l arroyo;
preferís las zapatillas,
las miserias y el dolor,
que haya un reo que te quiera
y te hable a lo criollo
y, si un día llega el caso,
que se juegue por tu amor.
Garabita
Garabita... Garabita...
A menina que você andou
pisoteando a grama suja
do córrego Maldonado;
contemplando a água calma,
muitas vezes você pensou
na sua velha que se foi
e no seu velho curdelón.
Garabita... Garabita...
Quantas noites você sonhou
com um lindo vestido novo
com enfeites de astracan!
Em te pintar as olheiras
e os lábios vermelhinhos
pra sair com os moleques
nessas festas de champanhe.
Garabita... Garabita...
você nasceu pro córrego;
preferiu as sapatilhas,
a miséria e a dor,
que tenha um cara que te queira
e te fale de um jeito bem nosso
e, se um dia chegar a hora,
que ele jogue tudo pelo seu amor.