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O Peito de Reagan

Passage

Reagan's Chest

da vinci twists the valves to move the gasses round in reagan's chest.

the engine sweats the skin contraption, weights and measures, in perfect folds,
pullies and levers, two fat bros
balance on the wings of biplanes in the big, torch-lit secret room so it can fly straight,
rope swings and trapeze,
high wire dress maker's shop window frames the passing, diving, screeching
parade blow-up mustache man float
bursting out of his nineteenth century bathing suit.
the uninspired, deaf and lived-in line the streets,
hold up flash cards, run and sit with tambourines,
they wind junk, gloves, shoes and collapsible kick ready ribs and rest right in the square.
when the long and psychotic wire geese in cage cars
have lopped the heads off all of your olympians
and clean kids get sick and die and still you refuse to dig,
look into the egg toward the center of the big bug net phys-ed waltz
and loose your arrows at the dewy bull's eye
or draw your sword to drag a gash across the middle of a relay
runner, but no luck, no line of finish,
gnaw the loin off half a gym class plastic gold medal winner.

the utmost in protection of your children
bullets do no good, just look at the results.
one hundred gold rings, a disguise, a four foot trench,
a fishing trip, and a detention cannot protect them.
children could fall into a bucket and drown,
but forcefield's like a uv bonnet.
no more skyshine, no more leg irons,
your precious ones are safe inside
tool and gunbox in brand new colors,
forcefield fun for rotten kids
who'll never have to spill their guts,
there's no need for mechanized death.
foster parents on cassette tape, safety first is all year round.

O Peito de Reagan

da vinci gira as válvulas pra mover os gases no peito de reagan.

o motor sua a pele da máquina, pesos e medidas, em dobras perfeitas,
polias e alavancas, dois irmãos gordinhos
se equilibram nas asas de biplanos na grande sala secreta iluminada por tochas pra voar reto,
cordas balançam e trapezistas,
vitrine da costureira de fios altos emoldura o desfile que passa, mergulha, grita
com o balão do cara com bigode inflável
explodindo de seu maiô do século dezenove.
a fila sem inspiração, surda e desgastada nas ruas,
segura cartazes, corre e senta com pandeiros,
eles enrolam tralhas, luvas, sapatos e costelas de chuteira dobráveis e descansam bem na praça.
quando os gansos psicóticos e longos em carros de gaiola
cortaram a cabeça de todos os seus olímpicos
e as crianças limpinhas ficam doentes e morrem e mesmo assim você se recusa a cavar,
olhe para o ovo em direção ao centro da grande rede de insetos do baile de educação física
e solte suas flechas no alvo orvalhado
ou saque sua espada pra arranhar o meio de um corredor de revezamento,
más sem sorte, sem linha de chegada,
roa a carne de um vencedor de medalha de ouro de plástico de meia aula de ginástica.

o máximo na proteção dos seus filhos
balas não adiantam, é só olhar os resultados.
uma centena de anéis de ouro, um disfarce, uma trincheira de um metro e vinte,
uma pescaria, e uma detenção não podem protegê-los.
crianças poderiam cair em um balde e se afogar,
más o campo de força é como um boné UV.
sem mais brilho do céu, sem mais grilhões,
seus preciosos estão seguros dentro
do caixa de ferramentas e armas em cores novinhas,
diversão de campo de força pra crianças podres
que nunca precisarão abrir o jogo,
não há necessidade de morte mecanizada.
pais adotivos em fita cassete, segurança em primeiro lugar o ano todo.

Composição: David Bryant