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Grifana, a mulher

Pastoral

Grifana, La Mujer

Caminas en blanco, lenta y sola
Te pesan encima todas las horas
El cuarto, la calle y el prestar amor

Pisas las baldosas que te conocen
Pómulos marcando despiertas noches
Y el humo que está en tu voz

Ya es la mañana
En el suicidio de tu vida oscura
Grifana, sos mujer y también mamá

Madre de mil nenes que no han nacido
Madre de los sueños que se han caído
Y empezaron a rodar

Tu vientre estéril es el motivo
De tu vida oscura
Y esta, ya sin luz, se te escapa

Grifana, a mulher

Você anda de branco, lento e sozinho
Eles pesam sobre você a cada hora
O quarto, a rua e o amor emprestado

Você pisa nos ladrilhos que te conhecem
Maçãs do rosto marcando noites acordadas
E a fumaça que está em sua voz

Já é de manhã
No suicídio de sua vida sombria
Grifana você é mulher e também mãe

Mãe de mil bebês que ainda não nasceram
Mãe dos sonhos que caíram
E eles começaram a rolar

Sua barriga estéril é a razão
De sua vida sombria
E este, sem luz, te escapa

Composição: Alejandro de Michele