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Pigmalião

Patricia Barber

Pygmalion

cold as stone,
possessor of bone-chilling beauty
I, alone,
wanting but not wanting to be
scratching and clawing at this
waiting for something to give
so give me a sign
a shiver, a sigh
a look in your eye
a reason to live

fantasy still
captor and captive are we
strangers until
desire and goddess intrigue
a slanting and movement of hips
a flush, a warmth of the skin
as night falls I wait
for breath, for fate
the sweet salty taste
pressing lips on lips

unrequited love
is what I know of love
spellbound
I will stay
imagination may be for fools
imagination may be cruel
to be kind
at the end
of the day

ivory girl
chiseled and cooler than clay
icy reserve
is provocation. will you betray
eyes that linger and hold too fast?
if you stumble, if the mask
should crumble or fall
warm blooded after all
the longer you stall
so shall I last

Pigmalião

fria como pedra,
possuidora de uma beleza de gelar os ossos
Eu, sozinho,
desejando, mas não querendo ser
arranhando e arrastando as garras nessa
esperando algo acontecer
então me dê um sinal
a umidade, um suspiro
aquele olhar nos seus olhos
uma razão pra viver

fantasia ainda
cativa e cativador somos nós
estranhos até
desejo e a deusa intrigante
um movimento inclinado de quadris
aquecendo, um calor na pele
quando a noite cai eu espero
por respiração, por destino
o doce gosto salgado
lábios pressionando lábios

amor não correspondido
é o que eu sei sobre o amor
encantado
eu vou ficar
imaginação pode ser para os tolos
imaginação pode ser cruel
ser gentil
no final
do dia

menina de marfim
esculpida e mais fria que argila
reserva gelada
é provocação. você vai trair
olhos que demoram e seguram rápido demais?
se você tropeçar, se a máscara
cair ou se despedaçar
sangue quente afinal
tanto mais você hesitar
mais eu vou durar

Composição: Patricia Barber