Sangro Piedad
Por qué te fuiste, si aún hay mil noches en vela?
la madreselva extraña el beso, no tu adiós
la rama frágil de tu partida, hirió mi espiga de sueño en flor
Por qué dejas mi corazón llorando penas?
y las estrellas ya no brillan por dolor
la cruel espina de tu silencio, quemó la foto de nuestro amor
Si renuncié a verte con otros ojos, pa' que no sientas que te aprisiono
a mis caricias, a mis besos, mis abrazos,
soy esa lágrima que lenta va
Por qué manchaste mi canción de amor tan puro
con las heridas que causó tu indecisión?
mi fe batalla contra tus ojos, que me provocan, ya sin amor
Por qué eres quién ha conquistado mi añoranza
rencor de amarte, no se cuánto, sabrá dios?
la paz del cielo que me vendiste, se desvanece
Sangro piedad...
Si fui capaz de regalarte amaneceres,
ya nada entiendo no te comprendo,
y ahora me dices que ya no me quieres
mi cuerpo rindo, libre a tu azar
y ahora me dices que ya no me quieres
mi cuerpo rindo, libre a tu azar...
Sangro Piedade
Por que você foi embora, se ainda há mil noites em claro?
A madreselva sente falta do beijo, não do seu adeus
A frágil ramificação da sua partida feriu meu sonho em flor
Por que deixa meu coração chorando tristezas?
e as estrelas já não brilham por causa da dor
A cruel espinha do seu silêncio queimou a foto do nosso amor
Se eu renunciei a te ver com outros olhos, pra você não sentir que te aprisiono
a minhas carícias, a meus beijos, meus abraços,
eu sou aquela lágrima que vai devagar
Por que manchou minha canção de amor tão pura
com as feridas que causou sua indecisão?
minha fé batalha contra seus olhos, que me provocam, já sem amor
Por que você é quem conquistou minha saudade
rancor de te amar, não sei quanto, só Deus sabe?
a paz do céu que você me vendeu, se desvanece
Sangro piedade...
Se eu fui capaz de te dar amanheceres,
já não entendo, não te compreendo,
e agora me diz que já não me ama
meu corpo se rende, livre ao seu acaso
e agora me diz que já não me ama
meu corpo se rende, livre ao seu acaso...