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Samba Landó

Patricio Manns

Samba Landó

Sobre el manto de la noche
esta la luna chispeando.
Así brilla fulgurando
para establecer un fuero:
"Libertad para los negros
cadenas para el negrero"

Samba landó, samba landó
¿Qué tienes tú que no tenga yo?

Mi padre siendo tan pobre
dejo una herencia fastuosa:
"para dejar de ser cosas
-dijo con ánimo entero-
ponga atención, mi compadre,
que vienen nuevos negreros".

La gente dice qué pena
que tenga la piel oscura
como si fuera basura
que se arroja al pavimento,
no saben del descontento
entre mi raza madura.

Hoy día alzamos la voz
como una sola memoria.
Desde Ayacucho hasta Angola,
de Brasil a Mozambique
ya no hay nadie que replique,
somos una misma historia.

Samba Landó

Sobre o manto da noite
está a lua brilhando.
Assim brilha reluzindo
para estabelecer um direito:
"Liberdade para os negros
correntes para o negrero"

Samba landó, samba landó
O que você tem que eu não tenha?

Meu pai, sendo tão pobre,
deixou uma herança luxuosa:
"para deixar de ser coisa
– disse com ânimo firme –
preste atenção, meu camarada,
que vêm novos negreros."

O povo diz que é uma pena
ter a pele escura
como se fosse lixo
que se joga no chão,
não sabem do descontentamento
entre minha raça madura.

Hoje levantamos a voz
como uma só memória.
De Ayacucho até Angola,
do Brasil a Moçambique
já não há quem replique,
somos uma mesma história.

Composição: Horacio Salinas / Jose Seves / Patricio Manns