Et Puis Je Sais
Et puis je sais tous ces regards sur moi,
Et puis je sais tous ces mots qu'on ne dit pas,
Et puis je sais tout ce que j'aurais pu faire
A défaut de me taire
Quand j'approchais l'enfer
Et puis je sais les sourires qu'on invente,
Les mains glacées, les longues heures d'attente,
Et puis je sais les matins fatigués
Par trop de mots gâchés,
Trop de rêves envolés,
Et puis je sais qu'il y a eu des colères,
Des cris lâchés, des mots lancés en l'air,
Et puis je sais tout ce que j'aurais pu dire
A défaut de souffrir
Quand je les voyais venir.
J'ai crié tant de fois pour que l'on m'entende mieux,
Si souvent maladroit, si souvent malheureux.
J'ai garé mes angoisses sur des parkings de haine.
J'ai payé des ardoises bien plus chères que mes chaînes
Mais je sais qu'on ne pardonne rien
A qui se trompe de destin
Sur de drôle de chemin.
Et puis je sais les silences entendus,
Et puis je sais toutes ces choses qu'on ne fait plus.
Si j'ai glissé sur des lits de hasard
Dans quelques nuits trop noires
Pour quelques heures d'espoir.
J'ai essayé de vivre au milieu des remords.
J'ai tenté de survivre quand on me croyait mort.
Si j'ai cru pour de bon aux amitiés poussières,
Chercher la solution au fond de quelques verres,
C'est que j'avais peur, que les autres me voient
Comme je vois les autres, j'avais si peur de moi.
Et puis je sais...
E Então Eu Sei
E então eu sei todos esses olhares em mim,
E então eu sei todas essas palavras que não se dizem,
E então eu sei tudo que eu poderia ter feito
Em vez de me calar
Quando eu me aproximava do inferno.
E então eu sei os sorrisos que a gente inventa,
As mãos geladas, as longas horas de espera,
E então eu sei as manhãs cansadas
Por palavras desperdiçadas,
Sonhos demais que se foram,
E então eu sei que houve muitas raivas,
Gritos soltos, palavras jogadas ao vento,
E então eu sei tudo que eu poderia ter dito
Em vez de sofrer
Quando eu os via se aproximar.
Eu gritei tantas vezes pra que me ouvissem melhor,
Tão frequentemente desajeitado, tão frequentemente infeliz.
Eu estacionei minhas angústias em estacionamentos de ódio.
Eu paguei dívidas muito mais caras que minhas correntes
Mas eu sei que não se perdoa nada
A quem se engana de destino
Em caminhos estranhos.
E então eu sei os silêncios ouvidos,
E então eu sei todas essas coisas que não fazemos mais.
Se eu escorreguei em leitos de acaso
Em algumas noites muito escuras
Por algumas horas de esperança.
Eu tentei viver no meio dos remorsos.
Eu tentei sobreviver quando achavam que eu estava morto.
Se eu acreditei de verdade nas amizades passageiras,
Procurando a solução no fundo de alguns copos,
É porque eu tinha medo, que os outros me vissem
Como eu vejo os outros, eu tinha tanto medo de mim.
E então eu sei...