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Menilmontant

Patrick Bruel

Menilmontant

Ménilmontant mais oui madame
C'est là que j'ai laissé mon cœur
C'est là que je viens retrouver mon âme
Toute ma flamme
Tout mon bonheur...
Quand je revois ma petite église
Où les mariages allaient gaiement
Quand je revois ma vieille maison grise
Où même la brise
Parle d'antan
Elles me racontent
Comme autrefois
De jolis contes
Beaux jours passés je vous revois
Un rendez-vous
Une musique
Des yeux rêveurs tout un roman
Tout un roman d'amour poétique et pathétique
Ménilmontant !

Quand midi sonne
La vie s'éveille à nouveau
Tout résonne
De mille échos
La midinette fait sa dînette au bistro
La pipelette
Lit ses journaux
Voici la grille verte
Voici la porte ouverte
Qui grince un peu pour dire "Bonjour bonjour
Alors te v'là de retour ?"

Ménilmontant mais oui madame
C'est là que j'ai laissé mon cœur
C'est là que je viens retrouver mon âme
Toute ma flamme
Tout mon bonheur...
Quand je revois ma petite gare
Où chaque train passait joyeux
J'entends encor dans le tintamarre
Des mots bizarres
Des mots d'adieux
Je suis pas poète
Mais je suis ému,
Et dans ma tête
Y a des souvenirs jamais perdus
Un soir d'hiver
Une musique
Des yeux très doux les tiens maman
Quel beau roman d'amour poétique
Et pathétique
Ménilmontant !

Menilmontant

Menilmontant, mas sim, senhora
É lá que deixei meu coração
É lá que venho reencontrar minha alma
Toda minha chama
Toda a minha felicidade...
Quando vejo minha pequena igrejinha
Onde os casamentos aconteciam felizes
Quando vejo minha velha casa cinza
Onde até a brisa
Fala de antigamente
Elas me contam
Como antes
Belas histórias
Bons dias, eu os vejo de novo
Um encontro
Uma música
Olhos sonhadores, toda uma novela
Toda uma novela de amor poético e patético
Menilmontant!

Quando o meio-dia toca
A vida acorda de novo
Tudo ressoa
Com mil ecos
A moça do meio-dia faz seu lanche no bistrô
A tagarela
Lê seus jornais
Aqui está o portão verde
Aqui está a porta aberta
Que range um pouco pra dizer "Olá, olá
Então você voltou?"

Menilmontant, mas sim, senhora
É lá que deixei meu coração
É lá que venho reencontrar minha alma
Toda minha chama
Toda a minha felicidade...
Quando vejo minha pequena estação
Onde cada trem passava alegre
Ainda ouço no barulho
Palavras estranhas
Palavras de despedida
Não sou poeta
Mas estou emocionado,
E na minha cabeça
Há lembranças que nunca se perdem
Uma noite de inverno
Uma música
Teus olhos tão doces, mamãe
Que lindo romance de amor poético
E patético
Menilmontant!

Composição: Charles Trénet