Elegia
A ti estrella fatigada
De alumbrar la Luna y la alborada
Para ti mis pájaros, mis nubes
Mis sábanas de lumbre
Mi boca enamorada
Para ti perfil de mi alma toda
Que fabricas con la luz de las alcobas
Católica por ser desde algún lado
Abrazo al infinito
Abrazo enamorado
Por ti, por una sola vez
Invierto mi canción
En un asunto de amor
Ganando beso a beso mi voz
A ti espejo de mis días
Mar y una fragua de mis brazos
Por ti suena la sangre umbría
Cantando a golpetazos
Por esta carne mía
Por mi estrella que pretendo
Calculo y mido en voz que puedo
Y voy de pena en pena yendo
Hasta tu pelo en que aún no duermo
Y aún con pena sonriendo
Y voy de pena en pena yendo
Hasta tu pelo en que aún no duermo
Y aún con pena sonriendo
Elegia
A ti, estrela cansada
De iluminar a Lua e a alvorada
Para ti, meus pássaros, minhas nuvens
Minhas roupas de fogo
Minha boca apaixonada
Para ti, contorno de toda a minha alma
Que crias com a luz dos quartos
Católica por ser de algum lugar
Abraço o infinito
Abraço apaixonado
Por ti, por uma única vez
Inverto minha canção
Num assunto de amor
Ganhando beijo a beijo minha voz
A ti, espelho dos meus dias
Mar e uma forja dos meus braços
Por ti, a sangue escura ressoa
Cantando em batidas
Por esta carne minha
Por minha estrela que desejo
Calculo e meço em voz que posso
E vou de dor em dor, indo
Até seu cabelo em que ainda não durmo
E ainda com dor, sorrindo
E vou de dor em dor, indo
Até seu cabelo em que ainda não durmo
E ainda com dor, sorrindo