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A Garçonete

Paul Thin

La Camarera

Se me acabaron las flores
Pa' poder regalarte
Y me quedé sin minutos
Para poder alcanzarte
Y malgasté to' mi tiempo
En tiempos cobardes
Y no tuve cojones de enseñarte mi mejor parte

Senta'o en la barra del bar
Esperando mi tapa
Pusieron a Puchito
Unas chavalas en el vinilo (que no, que no)

Me levanté a ver qué pasa
A ver quién lo colocaba
Y me perdí en la sonrisa
De la chica que lo bailaba

Se me acabaron las flores
Pa' poder regalarte
Y me quedé sin minutos
Para poder alcanzarte (¿y cómo va?)

Y malgasté to' mi tiempo
En tiempos cobardes
Y no tuve cojones de enseñarte mi mejor parte

Y buscamos colegios
Para la primera niña
Una casa al lado del parque
Pa' toda una vida
Un loco dijo: Boda
Y nosotros caímos
Pasando una vida
Junto al otro fallecimos

Pero abrí los ojos y todo era un sueño
Un sueño de vida que ocurre en cuentos
Giré a la barra, tenía mi tapa
Y a la camarera bailando salsa

Toda una vida con la que me puso la cuenta
Con su sonrisa me cerró la puerta
Y a ritmo de sevillanas se daba la vuelta (ay)

Se me acabaron las flores
Pa' poder regalarte
Y me quedé sin minutos
Para poder alcanzarte
Y malgasté to' mi tiempo
En tiempos cobardes
Y me quedé sin ver

A la camarera

A Garçonete

Acabaram-se as flores
Para poder te presentear
E fiquei sem minutos
Para poder te alcançar
E desperdicei todo o meu tempo
Em tempos covardes
E não tive coragem de te mostrar minha melhor parte

Sentado no balcão do bar
Esperando minha porção
Colocaram Puchito
Umas garotas no vinil (não, não)

Levantei para ver o que estava acontecendo
Quem estava colocando
E me perdi no sorriso
Da garota que estava dançando

Acabaram-se as flores
Para poder te presentear
E fiquei sem minutos
Para poder te alcançar (e como vai?)

E desperdicei todo o meu tempo
Em tempos covardes
E não tive coragem de te mostrar minha melhor parte

E procuramos escolas
Para a primeira criança
Uma casa ao lado do parque
Para toda uma vida
Um louco disse: Casamento
E nós caímos
Passando uma vida
Juntos, morremos um pelo outro

Mas abri os olhos e tudo era um sonho
Um sonho de vida que acontece em contos
Virei para o balcão, tinha minha porção
E a garçonete dançando salsa

Uma vida inteira com quem me trouxe a conta
Com seu sorriso, fechou a porta para mim
E ao ritmo de sevilhanas, ela se virou (ai)

Acabaram-se as flores
Para poder te presentear
E fiquei sem minutos
Para poder te alcançar
E desperdicei todo o meu tempo
Em tempos covardes
E fiquei sem ver

A garçonete

Composição: Paul Thin