
O Som Que Meu Rádio Toca
Paullo Costa
O meu rádio é um aparelho que me traz satisfação
Por isso anda comigo sempre ao alcance da mão
Mexo pra lá e pra cá camperiando uma estação
Onde um bugre abre o peito falando deste meu chão
Me acordo ao cantar do galo com um programa campeirão
Meu dia começa bueno ao som de gaita e violão
Eu boto o rádio a preceito na tarimba do galpão
Que a Barrosa da mais leite escutando um vaneirão
Eu boto o rádio a preceito na tarimba do galpão
Que a Barrosa da mais leite escutando um vaneirão
Meu rádio tem pó de pampa
Sonidos de bem-te-vi
Só toca cantiga pura do rincão onde nasci
Eu respeito outras culturas que ecoam por ai
Mas prefiro José Mendes, Don Ortaça e Guarany
A filharada se foi só deixando a solidão
Ficou eu e patroa pra cuidar da criação
Meu rádio nas horas largas é a nossa distração
Ouvindo marcas gaúchas que tocam no coração
Ao voltear de uma tropeada cutuco o baio na espora
Por gostar deste meu rancho eu nunca quis embora
Quando a noite se debruça na varanda lá de fora
Escutando meu radinho minha alma quase chora
Quando a noite se debruça na varanda lá de fora
Escutando meu radinho minha alma quase chora
Meu rádio tem pó de pampa
Sonidos de bem-te-vi
Só toca cantiga pura do rincão onde nasci
Eu respeito outras culturas que ecoam por ai
Mas prefiro José Mendes, Don Ortaça e Guarany




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