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Flores e Pompons

Paz Calviño

Flores y Pompones

Me he acostumbrado a escribir sobre ti
Y a veces parece que no sé qué decir
Solo salen flores y pompones de canciones
Cuando yo solo quiero contar la verdad

En el cielo están las nubes
Y no sé por qué
La lluvia va a caer
Y yo quiero

Bailar contigo
Bajo las gotas del agua y el frío
Y mañana volver
A que me digas que el pelo mojado me queda muy bien

Hasta el silencio que haces cuando no hablas
Me llena de ganas de explorar
Tu cabeza desde el sigilo
Y conocer lo que piensas
Cuando estamos cerca
Quererte es conocerte
Y dormir junto a ti

Y yo volveré
A verte otra vez
Y me quejo de
Tanto quererte
Porque duelen

Los ojos de mirarte
Los brazos de abrazarte
Y luego acariciarte
E intentar explicarte
Lo que ayer y mañana y hoy
Seguiré amándote

Flores e Pompons

Me acostumei a escrever sobre você
E às vezes parece que não sei o que dizer
Só saem flores e pompons das canções
Quando eu só quero contar a verdade

No céu estão as nuvens
E não sei por quê
A chuva vai cair
E eu quero

Dançar com você
Debaixo das gotas de água e do frio
E amanhã voltar
Pra você me dizer que cabelo molhado me fica muito bem

Até o silêncio que você faz quando não fala
Me enche de vontade de explorar
Sua cabeça na surdina
E conhecer o que você pensa
Quando estamos perto
Te amar é te conhecer
E dormir ao seu lado

E eu voltarei
A te ver de novo
E eu reclamo de
Te amar tanto
Porque dói

Os olhos de te olhar
Os braços de te abraçar
E depois te acariciar
E tentar te explicar
O que ontem, amanhã e hoje
Continuarei te amando

Composição: Paz Calviño