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Letra

    Um dia curtindo meu sono pesado
    Chamei o bragado pra perto de mim
    Nele pus a sela, peitoral de brilho
    E o coxinilho da cor de marfim

    Abri a porteira da enorme invernada
    E por uma estrada por lá me enfiei
    Lembrando a infância e curtindo sozinho
    Pra aqueles caminhos de novo passei

    Passei a porteira do velho riacho
    Que fica lá embaixo margeando o grotão
    Passei contornando a velha lagoa
    Olhando as taboas forrando o varjão

    Cheguei na mangueira grandona e cercada
    Que fica encostada no velho galpão
    No esteio lá em cima eu vi pendurado
    O laço quebrado e o velho lampião

    Corri os meus olhos no piquete inteiro
    Eu vi os bezerros querendo mamar
    E o retireiro molhado de orvalho
    Com muito cuidado pros bois separar

    Olhando as casinhas formando fileira
    A colônia inteira na frente eu cruzei
    E bem lá na frente bem junto a estradinha
    Na velha igrejinha entrei e rezei

    Igual remexendo nas rédeas da crina
    A coberta fina por cima eu puxei
    E ali pensativo golpeando o soluço
    Na cama de bruços calado eu chorei

    Parece que eu via meu velho bragado
    Me olhando assustado querendo inclinar
    Querendo dizer, meu velho não chora
    Que os tempos de outrora jamais voltará

    Composição: Caetano Erba / Parentinho. Essa informação está errada? Nos avise.

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