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Letra

    Ontem parei na entrada da fazenda
    Rodei o filme de uma vida que vivi
    Revi as cenas mais bonitas que já fiz
    Respirei fundo, afirmei pra não caí

    Me vi de novo montado na padiola
    Cortando rua no meio do cafezal
    Meu pai gritando, vem Miranda, Beija-Flor
    Eu imitando bois queria ser igual

    E a colônia estava mais linda ainda
    Tão colorida nas flores dos flamboyans
    O mangueirão, o riacho e a paineira
    Os passarinhos que cantavam nas manhãs

    E o mangueiro, a porteira e o moinho
    E a escola, a igreja e o terreirão
    A serraria, o armazém e o velho bosque
    E o carreiro, a boiada e o carretão

    Veio a saudade, me atacou o desespero
    Ao pressentir que estou chegando ao fim
    Meus olhos tristes são as minhas testemunhas
    As minhas rugas poderão falar por mim

    O que passei quando eu vivia, oh! Que saudade
    Se eu pudesse gostaria de escolher
    Em minha terra no meu pedaço de chão
    Onde nasci também queria morrer

    Composição: Durvalino Moralles / Oswaldo Machado. Essa informação está errada? Nos avise.

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