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Tecer o Mundo

Pedro Luís

Letra

    É um absurdo
    Mundo surdo
    Tá surdo o mundo
    É um absurdo, mundo surdo

    É um mundo cego
    Eu não me entrego
    Não me nego
    Descarrego o ego e luto junto

    É um absurdo
    Mundo surdo
    Tá surdo o mundo
    É um absurdo, mundo surdo

    É um mundo cego
    Eu não me entrego
    Não me nego
    Descarrego o ego e luto junto

    Mundo mudo
    Muda o mundo
    Eu vou tecer o mundo
    E começar pelo terceiro mundo

    Mundo mudo
    Muda o mundo
    Eu vou tecer o mundo
    E começar pelo terceiro mundo

    Transparente tecido
    Transparece o sentido
    Por um mundo eficiente
    Porque esse?

    É um absurdo
    Mundo surdo
    Tá surdo o mundo
    É um absurdo, mundo surdo

    É um mundo cego
    Eu não me entrego
    Não me nego
    Descarrego o ego e luto junto

    É um absurdo
    Mundo surdo
    Tá surdo o mundo
    É um absurdo, mundo surdo

    É um mundo cego
    Eu não me entrego
    Não me nego
    Descarrego o ego e luto junto

    Mundo mudo
    Muda o mundo
    Eu vou tecer o mundo
    E começar pelo terceiro mundo

    Mundo mudo
    Muda o mundo
    Eu vou tecer o mundo
    E começar pelo terceiro mundo

    Transparente tecido
    Transparece o sentido
    Por um mundo eficiente
    Porque esse?

    Transparente tecido
    Transparece o sentido
    Por um mundo eficiente
    Porque esse?

    É um absurdo
    Mundo surdo
    Tá surdo o mundo
    É um absurdo, mundo surdo

    É um mundo cego
    Eu não me entrego
    Não me nego
    Descarrego o ego e luto junto

    É um absurdo
    Mundo surdo
    Tá surdo o mundo
    É um absurdo, mundo surdo

    É um mundo cego
    Eu não me entrego
    Não me nego
    Descarrego o ego e luto junto

    Mundo mudo
    Muda o mundo
    Eu vou tecer o mundo
    E começar pelo terceiro mundo

    Mundo mudo
    Muda o mundo
    Eu vou tecer o mundo
    E começar pelo terceiro mundo

    Transparente tecido
    Transparece o sentido
    Por um mundo eficiente
    Porque esse?

    Não um surdo-mudo
    Como aqueles do Instituto Nacional
    Portadores de um coração fenomenal
    Que em manobra de acrobata

    Ajudaram uma senhora apavorada que perdeu o tempo do sinal
    Isso foi irmão que me contou
    Da cena que presenciou
    Quando levou sua presença no quintal

    Nem um cego como os do Benjamin Constant
    Que no instante em que nos faltou a luz
    Seguiu bem justo a caminhar

    Numa reta, na calçada
    Sem dar conta do escuro que fazia ali fora para nós
    Essa ouvi da voz da minha mana
    Não sei bem quantas semanas

    Antes de partir pra nunca mais voltar
    Falo da surdez de não querer ouvir
    Falo da mudez de escolher não falar
    Falo da cegueira conveniente

    Conivente
    Com a injustiça massacrante
    Em nossa frente, a todo instante
    Indecente
    Isso é verdadeiramente imoral

    Composição: Pedro Luis / Yuri Queiroga. Essa informação está errada? Nos avise.

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