Amar en Silencio
Si, no
¿No ves?
Si, no
¿No ves?
Hace mucho tiempo viví lejos del centro
Con mis hermanos mis hermanas y con mis viejos
Jugaba a la pelota teníamos un perro
No me preocupaba nada, preocupaba nada perro
Mi mamá creía en Dios
Y nos llevaba a alabarlo
Cada domingo, cada semana
Peinadito en la mañana
Era una iglesia chica de ambiente campesino
El cura no tenía fama de viejo cochino
Pero lo que llamaba mi atención era otra cosa
Una niña hermosa con vestido celeste
Y sus ojos eran más celestes que su vestido
Tan celestes que hasta eran casi blanquecinos
Me costó comprenderlo ella no podía verme
Sentada con sus padres en la fila de enfrente
La amaré en silencio, sí
Aunque no me vea, no
Aunque no me vea, ¿no, yes?
La amaré en silencio, sí (aha)
Aunque no me vea, no (mm-mm)
Aunque no me vea, ¿no ves?
Ella rezaba con más fe que ninguna
Palma contra palma cada mano huesuda
Me preguntaba cómo sería el perfume de ese cabello
Mientras el sacerdote predicaba el evangelio
Yo esperaba los domingos
Hasta me daban ganas de ir a misa
Y me la aprendí de memoria
Pero ella siempre miraba al frente
Pasó la biblia entera y yo no me daba cuenta
Ella no podía verme porque ella era ciega
Una niña ciega que no podía ni ver el mundo
Se puso mi amor por ella mucho más profundo
Desesperado
No sabía qué haría, ni cómo le contaría
Que con ella yo soñaba cuando dormía
En la librería del colegio había un libro viejo
Sobre enfermedades de la vista
La tapa metálica de un tarro de conservas
Un clavo y una piedra y me acerco discreto
Pongo en su bolsillo luego del sacramento
Un corazón en braille de tu admirador secreto
La amaré en silencio, sí
Aunque no me vea, no
Aunque no me vea, ¿no ves?
(Aunque no me vea nada, no me vea nada)
La amaré en silencio, sí (oh-oh)
Aunque no me vea, no
Aunque no me vea, ¿no ves?
Larari-la-la-la-la
Larari-ra-ri-ra-ah (aló)
Larari-ra-ra-ra-da, ey
Larari-la-la-la-la
Larari-ra-ri-ra-ah
Larari-ra-ra-ra-da, ey
Larari-la-la-la-la
(Aló)
Larari-ra-ra-ra-da, ey
Larari-la-la-la-la
Amar em Silêncio
Sim, não
Não vê?
Sim, não
Não vê?
Faz muito tempo que eu vivi longe do centro
Com meus irmãos, minhas irmãs e meus velhos
Brincava de bola, tínhamos um cachorro
Não me preocupava com nada, nada me preocupava, cachorro
Minha mãe acreditava em Deus
E nos levava pra adorá-lo
Todo domingo, toda semana
Arrumadinho de manhã
Era uma igrejinha de clima rural
O padre não tinha fama de velho safado
Mas o que chamava minha atenção era outra coisa
Uma menina linda com vestido azul
E seus olhos eram mais azuis que seu vestido
Tão azuis que eram quase branquíssimos
Demorei pra entender, ela não podia me ver
Sentada com seus pais na fila da frente
Eu a amarei em silêncio, sim
Mesmo que não me veja, não
Mesmo que não me veja, né, sim?
Eu a amarei em silêncio, sim (aha)
Mesmo que não me veja, não (mm-mm)
Mesmo que não me veja, não vê?
Ela rezava com mais fé que ninguém
Palma contra palma, cada mão ossuda
Me perguntava como seria o cheiro daquele cabelo
Enquanto o padre pregava o evangelho
Eu esperava os domingos
Até me dava vontade de ir à missa
E aprendi tudo de cor
Mas ela sempre olhava pra frente
Passou a bíblia inteira e eu não percebia
Ela não podia me ver porque era cega
Uma menina cega que não conseguia ver o mundo
Meu amor por ela ficou muito mais profundo
Desesperado
Não sabia o que fazer, nem como contar
Que com ela eu sonhava quando dormia
Na biblioteca da escola tinha um livro velho
Sobre doenças da visão
A tampa metálica de um pote de conserva
Um prego e uma pedra, me aproximo discreto
Coloco no bolso dela depois do sacramento
Um coração em braille do seu admirador secreto
Eu a amarei em silêncio, sim
Mesmo que não me veja, não
Mesmo que não me veja, não vê?
(Embora não me veja nada, não me veja nada)
Eu a amarei em silêncio, sim (oh-oh)
Mesmo que não me veja, não
Mesmo que não me veja, não vê?
Larari-la-la-la-la
Larari-ra-ri-ra-ah (alô)
Larari-ra-ra-ra-da, ey
Larari-la-la-la-la
Larari-ra-ri-ra-ah
Larari-ra-ra-ra-da, ey
Larari-la-la-la-la
(Alô)
Larari-ra-ra-ra-da, ey
Larari-la-la-la-la