Mój Rap Moja Rzeczywistoœæ
Czêsty brak reakcji doprowadza do frustracji
Piêtno biurokracji doprowadza do wariacji
Na chama nie za³atwisz, b¹dŸ grzeczny mo¿e zyskasz
Panie bêd¹ tak uprzejme na zajêtych stanowiskach
Wolno dopijaj¹c kawê w urzêdowym czasie pracy
Z ³achy wydaj¹ oferty i do pracy rodacy
Za szeœæ stów zapierdalasz, na op³aty ci nie starcza
Nie do¿yjesz 60 zmarszczysz siê jak pomarañcza
W ten sposób nic nie trafisz, ususzysz siê jak œliwka
A wiêc stoi cham ma³olat w rêku browar, w drugiej fifka
Dzieñ za dniem taka rozrywka, monotonie musi zabiæ
¯ycia spieprzonego nikt z m³odych nie chce naprawiæ
Ta, jeszcze nie dzisiaj, mo¿e jutro siê rozejrzê
Za legaln¹ prac¹, ewidencj¹ i urzêdem
Za pieni¹dze zarobione siê ubiorê i zdobêdê
Serce piêknej kobiety, jeszcze wszystko siê odmieni
A na razie w urojeniach pogr¹¿eni, œrodek bagna
To codzienna rzeczywistoϾ polskiego nastolatka
To mój rap, to moja rzeczywistoœæ
To mój rap, to moja rzeczywistoœæ
Jakie ¿ycie taki rap, w nim zawarte jest wszystko
Jestem z tych MC co pieprz¹ jak cz³owiekowi ciê¿ko (x2)
Chwile, chwile, chwile, jedn¹ ma³¹ chwile
W dzisiejszych czasach praca stanowi przywilej
Jadê w miasto, mijam œwiat³a, patrzê ma problemy typ
Psy chc¹ udaremniæ jego prace, mycie w furach szyb
I odbior¹ mu chleb, jego sposób na kasê
Jadê w MPK, z nudów czytam cudz¹ prasê
Wojny, bomba, coœ o w¹sach w uniformach
Prawybory, strajki, rz¹dowa platforma
To normalka, jak to, ¿e przy ka¿dej wiêkszej krzy¿ówce
Znajdziesz biedotê zbieraj¹c¹ drobne w puszkê
Pomó¿, daj na zupkê, nie trudno zauwa¿yæ
Nikt nie wie jak si³y, mo¿liwoœci zrównowa¿yæ
Od zawsze tak by³o, nêdza nigdy siê nie skoñczy
Trzeba przetrwaæ wszystko tak jak plakat przedwyborczy
Œlad zostawiê po sobie, daj mi bañkê wiêcej zrobiê
Chcesz wiedzieæ co mi siê marzy?
Stworzenie nowych miejsc pracy
¯eby nie nie musia³ iœæ kraœæ, ch³opak ci¹gle siê naraziæ
By utrzymaæ rodzinê, dziecku nie wyt³umaczysz
Dlaczego nie ma co do garnka w³o¿yæ, jarzysz?
Jarzysz, jarzysz, kurwa jarzysz?
To mój rap, to moja rzeczywistoœæ
To mój rap, to moja rzeczywistoœæ
Jakie ¿ycie taki rap, w nim zawarte jest wszystko
Jestem z tych MC co pieprz¹ jak cz³owiekowi ciê¿ko (x2)
Monotematycznoœæ tekstów, ¿ycie nie jest lajtowe
Zmieni siê najlepsze, coœ innego ci opowiem
Tylko pozornie wtórnie bo krzyk ciœnie siê na usta
Rozwój w prawid³ow¹ stronê, nowa rapowa produkcja
Mo¿liwoœæ wypowiedzi, to przewa¿nie w g³owie siedzi
¯ycie daje po dupie, nie przestanê o tym glêdziæ
Jak pêtla na gardle bieda zaciska swe sid³a
Rytm je¿ycki z tym wygra³ i bêdzie trzyma³ dystans (Dystans)
Podtrzymam tu na duchu ka¿dego, który zb³¹dzi³
Wyprowadzê ciê bez mapy, ¿ycia przeciwnik nie godny
Wszêdzie szum niepokorny na to gówno odporny
To codzienna normalka wiêc weŸ to wreszcie pojmij
To mój rap, to moja rzeczywistoœæ
To mój rap, to moja rzeczywistoœæ
Jakie ¿ycie taki rap, w nim zawarte jest wszystko
Jestem z tych MC co pieprz¹ jak cz³owiekowi ciê¿ko (x2)
Meu Rap Minha Realidade
Falta de reação só traz frustração
O peso da burocracia leva à variação
Na chama não resolve, seja educado, quem sabe ganha
Os caras vão ser tão gentis em seus cargos ocupados
Devagar tomando café no horário de trabalho
Com risadas fazem ofertas e chamam os conterrâneos
Por seiscentos você rala, não sobra pra conta pagar
Não vai chegar aos 60, vai enrugar como laranja
Assim nada vai mudar, vai secar como uma ameixa
Então tá, um moleque tá com uma breja na mão, na outra um baseado
Dia após dia, essa diversão, tem que acabar com a monotonia
Ninguém dos jovens quer consertar a vida estragada
É, não hoje, talvez amanhã eu olhe
Por um trampo legal, registro e um escritório
Com o dinheiro que ganhar, vou me vestir e conquistar
O coração de uma mulher linda, tudo vai mudar
Mas por enquanto, perdidos em devaneios, no meio do pântano
Essa é a realidade diária do adolescente polonês
Esse é meu rap, essa é minha realidade
Esse é meu rap, essa é minha realidade
Como é a vida, assim é o rap, tudo tá aqui
Sou desses MCs que falam quando a vida tá difícil (x2)
Momentos, momentos, momentos, só um pequeno momento
Nos dias de hoje, trabalho é um privilégio
Tô indo pra cidade, passando pelos sinais, vejo um cara com problemas
Os cães querem atrapalhar seu trampo, lavando os vidros dos carros
E vão tirar o pão dele, seu jeito de ganhar grana
Tô no transporte público, de tédio leio a imprensa alheia
Guerra, bomba, algo sobre bigodes em uniformes
Eleições, greves, plataforma do governo
É normal, como é que em cada cruzamento maior
Você encontra a pobreza pedindo trocado em um pote
Ajuda, dá pra sopa, não é difícil perceber
Ninguém sabe como equilibrar forças e possibilidades
Sempre foi assim, a miséria nunca acaba
Tem que sobreviver a tudo, como um cartaz de campanha
Vou deixar minha marca, me dá um trago que eu faço mais
Quer saber o que eu sonho?
Criar novos empregos
Pra não ter que roubar, o garoto sempre se arrisca
Pra sustentar a família, não dá pra explicar pro filho
Por que não tem nada pra pôr na panela, tá entendendo?
Tá entendendo, tá entendendo, porra, tá entendendo?
Esse é meu rap, essa é minha realidade
Esse é meu rap, essa é minha realidade
Como é a vida, assim é o rap, tudo tá aqui
Sou desses MCs que falam quando a vida tá difícil (x2)
Monotonia nas letras, a vida não é fácil
Vai mudar o melhor, vou te contar outra coisa
Só parece repetitivo, porque o grito tá preso na garganta
Desenvolvimento na direção certa, nova produção de rap
A possibilidade de se expressar, geralmente fica na cabeça
A vida dá porrada, não vou parar de olhar pra isso
Como um laço no pescoço, a pobreza aperta suas garras
O ritmo vai vencer isso e vai manter a distância (Distância)
Vou dar força a cada um que se perdeu
Te tiro do buraco, o adversário da vida não é digno
Em todo lugar, o barulho rebelde, resistente a essa merda
Essa é a normalidade diária, então finalmente entenda
Esse é meu rap, essa é minha realidade
Esse é meu rap, essa é minha realidade
Como é a vida, assim é o rap, tudo tá aqui
Sou desses MCs que falam quando a vida tá difícil (x2)