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Criança Difícil

Peja

Trudny dzieciak

Nie ciesz¹ mnie ju¿ zasrane promienie s³oñca
Od czasu gdy œmieræ zabra³a mego ojca
Matka te¿ umar³a jeszcze wczeœniej ni¿ on
Ca³e moje ¿ycie to jebane wielki dno
Teraz jestem sam
Na takie ¿ycie sram
Nie czas na gówna
Nie pierdol ¿e coœ kumasz
Nie oszczêdzam zdrowia
Nie unikam na³ogów
Przez nastêpne przekrêty
Przystwarzam sobie wrogów
¯ycie ha ha to pieprzony bana³
Ca³¹ moj¹ kasê szybko przepierdalam w kana³
Ca³onocne libacje kupa alkoholi
W taki w³aœnie sposób wykañczam siê powoli
Bo kpie sobie z ¿ycia
I œmieje siê ze œmierci
Dalsza egzystencja naprawdê ju¿ mnie mêczy

Wasze ¿ycie niepodobne do mojego
Ja opowiem wam o swoim nie pytajcie dlaczego

Trudny dzieciak
Pierdolony zwyrodnieniec
Na wszystkich siê odgrywam
Musicie o tym wiedzieæ
Nie jest mi ³atwo
I nigdy mi nie by³o
Nie mia³em sielanki
Nie raz siê ze z³oœci wy³o
Lecz nigdy nie uciek³em od zasranych problemów
By³o ich du¿o pozby³em siê wielu
Moje ¿ycie to stek nieporozumieñ
Du¿o pomy³ek nieudanych posuniêæ
Niedomówienia ³zy znaki zapytania
K³ótnie w rodzinie konflikty od rana
Szko³a mnie nie chcia³a nie tolerowa³a
A moja dziewczyna ta dziwka siê puszcza³a
Wszystko mnie obci¹¿a nie daje zapomnieæ
Nie pomaga tu alkohol nie umie wymazaæ wspomnieñ
¯al i smutek starczy³by dla bardzo wielu
Nie œciemniam nie przesadzam pierdolony przyjacielu
Ludzkie s³aboœci to nie temat na piosenkê
Na takie gówno móg³bym œciemniaæ panienkê
Samobójstwo melancholia stan emocjonalny
¯yjê na krawêdzi ten ciê¿ar jest ogromny
Modlê siê nieraz do Tego na górze
By we wzburzeniu nie wyskoczyæ
Z okna na podwórze
Mo¿e w innym wymiarze
¯ycie poka¿e
Teraz zasuwam dalej tak jak umys³ mi ka¿e

Wasze ¿ycie niepodobne do mojego
Ja opowiem wam o swoim nie pytajcie dlaczego (x2)

SamotnoϾ rozterki nieopisana pustka
Zbyt d³ugo ju¿ doskwiera znów otwieram usta
Jestem sam w tym bardzo du¿ym domu
Ws³uchujê siê w t¹ ciszê i nie mówiê nikomu
¯e mo¿e mi Ÿle ¿e coœ siê ze mn¹ dzieje
Zreszt¹ od dawna nie mogê siê porozumieæ z przyjacielem
Muzyka jest jak pancerz czyni mnie twardym
Nie daje nic zapomnieæ jestem bardzo uparty
Nikt mnie dobrze nie zna chyba tylko ja sam
Nie bêdê siê rozczula³ ja i tak na to sram
Nie mam zamiaru ¿aliæ siê ulepszaæ œwiata
Chcê tylko mi³oœci mej kobiety i brata
Rodzina harmonia podstawowe wiêzy
Bardzo dawno to straci³em
Myœlê o tym bez przerwy
Drzwi siê otwieraj¹ ja nie chcê uciekaæ
Nie bêdê siê broni³ prosi³ nie chcê te¿ czekaæ
Na to co wkrótce w moim ¿yciu siê wydarzy
Do koñca tego nie wiem czy siê odwa¿ê
¯yæ w tak m³odym wieku jest tak samo jak umieraæ
Sam nie wiem co wybraæ mo¿e jeszcze poczekaæ

Wasze ¿ycie niepodobne do mojego
Ja opowiem wam o swoim nie pytajcie dlaczego (x2)

Criança Difícil

Não me alegra mais esses raios de sol
Desde que a morte levou meu pai
Minha mãe também morreu antes dele
Toda a minha vida é um grande lixo
Agora estou sozinho
Pra esse tipo de vida eu cago
Não é hora pra merdas
Não vem com essa de que entende
Não cuido da saúde
Não fujo dos vícios
Com as próximas tramóias
Vou criando inimigos
A vida, ha ha, é um clichê do caralho
Todo meu dinheiro eu jogo fora no ralo
Festas a noite toda, um monte de bebida
É assim que eu vou me acabando aos poucos
Porque eu zoa a vida
E dou risada da morte
Essa existência já tá me cansando de verdade

Sua vida não se parece com a minha
Eu vou contar sobre a minha, não perguntem o porquê

Criança difícil
Filho da puta degenerado
Me vingo de todo mundo
Vocês têm que saber disso
Não é fácil pra mim
E nunca foi
Não tive vida boa
Já me estressei de raiva
Mas nunca fugi dos problemas de merda
Tiveram muitos, me livrei de vários
Minha vida é um monte de mal-entendidos
Muitos erros, jogadas mal feitas
Desentendimentos, lágrimas, pontos de interrogação
Brigas na família, conflitos desde cedo
A escola não me queria, não me tolerava
E minha namorada, aquela vadia, se entregava
Tudo me pesa, não me deixa esquecer
Álcool não ajuda, não apaga as memórias
Tristeza e dor dariam pra muitos
Não tô exagerando, não tô mentindo, filho da puta
Fraquezas humanas não são tema pra canção
Pra esse tipo de merda eu poderia enganar a garota
Suicídio, melancolia, estado emocional
Vivo na corda bamba, esse peso é enorme
Às vezes rezo pra quem tá lá em cima
Pra não pular
Da janela pro pátio
Quem sabe em outra dimensão
A vida mostre
Agora sigo em frente, como minha mente manda

Sua vida não se parece com a minha
Eu vou contar sobre a minha, não perguntem o porquê (x2)

Solidão, dilemas, um vazio indescritível
Já faz tempo que isso me atormenta, de novo abro a boca
Estou sozinho nessa casa muito grande
Escuto esse silêncio e não falo pra ninguém
Que talvez eu esteja mal, que algo tá acontecendo comigo
Aliás, há tempos não consigo me entender com um amigo
A música é como uma armadura, me deixa duro
Não deixa eu esquecer nada, sou muito teimoso
Ninguém me conhece bem, só eu mesmo
Não vou me lamentar, eu cago pra isso
Não quero melhorar o mundo
Só quero o amor da minha mulher e do meu irmão
Família, harmonia, laços fundamentais
Faz muito tempo que perdi isso
Penso nisso sem parar
As portas se abrem, não quero fugir
Não vou me defender, não vou pedir, também não quero esperar
Pelo que vai acontecer em breve na minha vida
No fundo não sei se vou ter coragem
Viver tão jovem é igual a morrer
Não sei o que escolher, talvez ainda possa esperar

Sua vida não se parece com a minha
Eu vou contar sobre a minha, não perguntem o porquê (x2)

Composição: