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Rudo Surebrec (Gachiakuta) - Deus do Lixo

PeJota10*

LetraSignificado

    Caí do Céu da Mentira direto pro Inferno Urbano
    Mas até o Diabo treme quando o justo é profano
    Como eu não vou odiar quem minha gente tá matando?
    Aonde o erro é herdado, o meu ódio é humano
    Lá que a bala reza baixo, o Estado prega o engano
    Nos tiram como miséria que vai descer pelo cano
    Tá na escrita sagrada, onde 30 era o ano
    E pra humanidade, é normal crucificar um santo

    Jogado no poço, na porta do Inferno
    Eu não fui bem-vindo nem no Berço dos Culpados
    Um Anjo vestindo trapos e o Diabo tá de terno
    Olhos que viram a Morte tem o peso de mil pecados
    Jogado no beco, entre ruínas, sem nome
    Onde os ratos não fogem, te encaram com a fome
    Querem me julgar? Cala a boca e só aceita
    É o rejeito que cê disse e abraço o que cê rejeita

    É que eles me chamam de Anjo Caído
    Buscando ódio e vingança num mundo fudido
    Nasci no ventre da rua, sem nome e sem selo
    Produ-Produto de um mundo que joga sonhos no gelo
    Então, não me chama de herói, só luto em combustão
    Meu grito é o Evangelho dos que varrem o chão
    Filho do nada, neto da perda e irmão do despejo
    No lixão do mundo, fiz da raiva o meu desejo

    Então sai da minha, ô seu filho de uma puta
    Do Céu para o Inferno, não lembro de crucifixo
    Cê quer falar de igualdade? Você tá de brincadeira?
    Se fosse igual, a Elite tava abraçada no lixo

    Cada golpe que eu dou carrega um nome calado
    Cada passo que eu dou é um Deus sendo apagado
    Esse Paraíso é penado pra quem nasceu no concreto
    Então eu trago o Inferno pra quem me julgou culpado

    É que eu sou o Deus pra aquilo que cê joga fora
    É que eu vejo arte onde negaram amor
    É que eu sou esperança onde a tristeza mora
    E não se esqueça que até no lixão nasce flor

    Olhas esses pregos, eu faço virar uma Glock
    Vivendo nesse mundo, entre monstros e bandidos
    Não sei se te avisaram, mas deixa que eu aviso
    Não tô preso com vocês, vocês tão presos comigo

    É que o aço retorcido veste a pele da guerra
    Lascas de vidro cortam mais que palavras na Terra
    No óleo derramado, extraio o fogo clandestino
    Retalhos do abandono costuraram meu destino
    Metais enferrujados viram Lança de Silício
    Madeira podre sustenta o Império do Precipício
    No fedor da sarjeta, onde degradam o feio
    E pensar que vocês não são tão diferentes assim?

    No fundo do poço, esse é o Underground
    Onde o topo é uma fraude que quer calar nossa voz
    Vocês nos julgam um lixo, mas fazemos arte nisso
    Tô começando a pensar que vocês têm medo de nós
    Eu cresci do nada, e do nada, eu tenho tudo
    Cortaram minhas asas, mas não tiraram meus sonhos
    E eu fiz diferente do que vocês acham certo
    Eu não sou um anjo, mas também não sou um demônio

    E mesmo que eu caia
    Vou destronar todos esses falsos reis
    E mesmo que eu caia
    Vão me pagar, vou quebrar suas podres leis

    A revolta parte de baixo
    Só me diga qual opção
    Vocês me deram
    Vivi o Inferno
    Ódio por completo
    Eu dito seus destinos
    Sou o próprio decreto

    A revolta parte de baixo
    Só me diga qual opção
    Vocês me deram
    Vivi o Inferno
    Ódio por completo
    Eu dito seus destinos
    Sou o próprio decreto

    Composição: Pejota, Bagguh. Essa informação está errada? Nos avise.
    Enviada por _André_. Legendado por Robson. Revisão por Marcilio. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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