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Corrido do Juanito

Pepe Aguilar

Corrido de Juanito

Casi catorce años sin ir a mi tierra, a dónde nací
Ya todo ha cambiado, le pido a mi Dios no se olviden de mí
Se murió mi madre, y dice mi padre que ya está muy viejo y no quiere venir
Y yo sin poder ir, y yo sin poder ir

Trabaje y trabaje, tengo muchos días que no miro el Sol
Mis hijos son grandes, ya no les entiendo, no hablan español
No ha sentido miedo aquel que no ha visto una camioneta de migración
O una deportación, o una deportación

De botitas y sombrero me miran seguido por el freeway
Jardinero o cocinero, igual me la rifo, dirán: Anyways
Y aunque me miren pa' abajo, la cara levanto empinándome un bote
Como quiera soy amigo y también mexicano, mexicano hasta el tope

La vida no es fácil y menos acá, lo que dicen no es cierto
Nomás de acordarme las miles de cruces que vi en el desierto
Las noches son tristes, pensando y pensando en los que se quedaron se me pasa el tiempo
Y en ver a mi viejo, y en ver a mi viejo

Más que agradecido estoy con mi Dios por lo que me ha dado
Les mando un saludo a todos mis primos, mis tíos y hermanos
Con los ojos tristes y a paso cansado, promete Juanito que va a visitarlos
Y poder abrazarlos, y poder abrazarlos

De botitas y sombrero me miran seguido por el freeway
Jardinero o cocinero, igual me la rifo, dirán: Anyways
Y aunque me miren pa' abajo, la cara levanto empinándome un bote
Como quiera soy amigo y también mexicano, mexicano hasta el tope

Corrido do Juanito

Quase quatorze anos sem voltar pra minha terra, onde nasci
Tudo mudou, peço a Deus que não se esqueçam de mim
Minha mãe faleceu, e meu pai diz que já tá muito velho e não quer vir
E eu sem poder ir, e eu sem poder ir

Trabalhei e trabalhei, faz dias que não vejo o Sol
Meus filhos já tão grandes, não os entendo mais, não falam espanhol
Não sentiu medo quem nunca viu uma van de imigração
Ou uma deportação, ou uma deportação

De botinha e chapéu me veem direto na estrada
Jardinheiro ou cozinheiro, tanto faz, eu me viro, vão dizer: Tanto faz
E mesmo que me olhem de cima, eu levanto a cabeça tomando uma breja
De qualquer jeito sou amigo e também mexicano, mexicano até o fim

A vida não é fácil e menos aqui, o que falam não é verdade
Só de lembrar das milhares de cruzes que vi no deserto
As noites são tristes, pensando e pensando nos que ficaram, o tempo passa
E em ver meu velho, e em ver meu velho

Mais que agradecido estou com meu Deus pelo que me deu
Mando um abraço pra todos meus primos, meus tios e irmãos
Com os olhos tristes e passo cansado, prometo, Juanito vai visitá-los
E poder abraçá-los, e poder abraçá-los

De botinha e chapéu me veem direto na estrada
Jardinheiro ou cozinheiro, tanto faz, eu me viro, vão dizer: Tanto faz
E mesmo que me olhem de cima, eu levanto a cabeça tomando uma breja
De qualquer jeito sou amigo e também mexicano, mexicano até o fim