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O Globo

Pereza

El Globo

Quisiera dormirse hoy.
Y aunque amanezca mañana.
Echarle bastante morro.
Y quedar para siempre en cama.

Tiene los ojos hinchados.
Y la lengua de serpiente.
Cuando sisea entre sueños:
"te dije que no me despiertes

Si no es para hacer
De esta vida algo sustancioso.
Porque
Soy un globo
Lleno de lastres
Que no me dejan volar.
Tantas cosas
Me aplastan contra el suelo"

Que ya no hay tierra de fantasía
Que tontería, es una tontería
Que nunca escapan las agujas del reloj
Una y dos
O empiezo otra vez
O sigue esta canción
Bueno, bien, mejor:
Soy un globo
Lleno de lastres
Que no me dejan volar.
Tantas cosas
Me aplastan contra el suelo.

No lo ve nada claro
Y no sabe
Y nunca le toca, que no.

No toca madera
Hace tiempo
Y quien no quiere una vez
Echarlo todo a perder al infierno.

Soy un globo
Lleno de lastres
Que no me dejan volar.
Tantas cosas
Me aplastan contra el suelo...

Soy tan real.

O Globo

Queria dormir hoje.
E mesmo que amanheça amanhã.
Colocar bastante cara de pau.
E ficar pra sempre na cama.

Está com os olhos inchados.
E a língua de cobra.
Quando sussurra entre sonhos:
"te avisei pra não me acordar.

Se não for pra fazer
Dessa vida algo que preste.
Porque
Sou um globo
Cheio de pesos
Que não me deixam voar.
Tantas coisas
Me esmagam contra o chão."

Que já não há terra de fantasia
Que besteira, é uma besteira
Que nunca escapam as agulhas do relógio
Uma e duas
Ou começo de novo
Ou continua essa canção
Bom, tá bom, melhor:
Sou um globo
Cheio de pesos
Que não me deixam voar.
Tantas coisas
Me esmagam contra o chão.

Não vê nada claro
E não sabe
E nunca é a vez dele, não.

Não toca madeira
Faz tempo
E quem não quer uma vez
Jogar tudo pro inferno.

Sou um globo
Cheio de pesos
Que não me deixam voar.
Tantas coisas
Me esmagam contra o chão...

Sou tão real.

Composição: