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Onde Quer Que Esteja

Perrozompopo

Donde Estés

Sobre un mar se despliegan mis alas,
con el viento que roza el dolor,
voy cortando las aguas que deja el recuerdo,
que trae el perfume y tu boca otra vez

Casi ciego de tanta locura
por ver este mundo que sangra otra vez,
se despliegan mis morenas alas,
sintiendo la bruma y tu boca otra vez
yo también he dejado mi mano entreabierta,
con leves heridas por ser como soy
hoy suspiro la noche del barrio
y fumo olvidando volverte a matar.

Donde estés vuelve a dar el amor del amor,
salta al fondo del río y escucha el rumor,
dalo todo de plano sin muros ni puertas,
dalo todo hasta que llegue luz de luz al corazón.

Volaré con mis alas abiertas al viento,
mirando de lejos lo que pudo ser,
probaré de la fruta del verso prohibido,
probaré la guerra de dios y por dios.
Y casi ciego de tanta locura,
de tanto trasnoche de tanto fumar,
abriré suavemente mis ojos
y sentiré la bruma del mar sin el mar.
Yo también he dejado mi mano entreabierta
con leves heridas de ser como soy
hoy suspiro la noche del barrio
y fumo olvidando volverte a matar.

Donde estés vuelve a hacer el amor del amor,
salta al fondo del río y escucha tu voz,
dalo todo aunque sean tormentas o calmas
dalo todo de plano aunque implique volver a caer, a caer.

Onde Quer Que Esteja

Sobre um mar se abrem minhas asas,
com o vento que toca a dor,
vou cortando as águas que deixa a lembrança,
que traz o perfume e sua boca outra vez.

Quase cego de tanta loucura
por ver este mundo que sangra outra vez,
se abrem minhas asas morenas,
sentindo a bruma e sua boca outra vez.
Eu também deixei minha mão entreaberta,
com leves feridas por ser como sou.
Hoje suspiro a noite do bairro
e fumo esquecendo de te matar de novo.

Onde quer que esteja, volta a dar o amor do amor,
salta no fundo do rio e escuta o rumor,
dá tudo de coração, sem muros nem portas,
dá tudo até que chegue luz de luz ao coração.

Vou voar com minhas asas abertas ao vento,
observando de longe o que poderia ser,
provarei da fruta do verso proibido,
provarei a guerra de Deus e por Deus.
E quase cego de tanta loucura,
de tanto trasnoite, de tanto fumar,
abro suavemente meus olhos
e sentirei a bruma do mar sem o mar.
Eu também deixei minha mão entreaberta
com leves feridas de ser como sou.
Hoje suspiro a noite do bairro
e fumo esquecendo de te matar de novo.

Onde quer que esteja, volta a fazer o amor do amor,
salta no fundo do rio e escuta sua voz,
dá tudo, mesmo que sejam tempestades ou calmarias,
dá tudo de coração, mesmo que implique voltar a cair, a cair.

Composição: