Chiedo Alla Polvere
Mettere in ordine
pieni di polvere
battitappeto in un giorno di pioggia
che non vuol saperne di andare
chiusi in un vortice
pieno di nodi
lunghi capelli perduti in un attimo
sopra a un tappeto di chiodi
grumo di polvere
tra le mie dita
tengo la vita di chi mi ha sfiorato
sputato e anche amato davvero
ma è solo un attimo
e niente più
non è possibile
ma continuo a chiedermi
dove vanno a finire i miei giorni?
come aspirazioni finite in un angolo
dove vanno a finire
dove vanno a finire
dove vanno a finire i miei giorni?
giro le spazzole
piene di cenere
steso al tappeto in un giorno d'inverno
tra vecchi ricordi e un cestino
nelle tue lettere
c'era un destino
ma quante domande ti fai?
ma quante domande ti fai?
ma è solo un brivido
e niente più
non è possibile
ma continuo a chiedermi
dove vanno a finire i miei giorni?
come aspirazioni finite in un angolo
dove vanno a finire i ricordi?
Persi in un mucchio di polvere
dove vanno a finire
dove vanno a finire
dove vanno a finire i miei giorni?
Pergunto à Poeira
Arrumando tudo
cheio de poeira
batedor de tapete em um dia de chuva
que não quer saber de ir embora
fechados em um redemoinho
cheio de nós
cabelos longos perdidos em um instante
sobre um tapete de pregos
um grumo de poeira
entre meus dedos
tenho a vida de quem me tocou
cuspiu e também amou de verdade
mas é só um instante
e nada mais
não é possível
mas continuo me perguntando
de onde vão parar meus dias?
como aspirações jogadas em um canto
de onde vão parar
de onde vão parar
de onde vão parar meus dias?
viro as escovas
cheias de cinzas
deitado no tapete em um dia de inverno
entre velhas lembranças e uma lixeira
nas suas cartas
havia um destino
mas quantas perguntas você se faz?
mas quantas perguntas você se faz?
mas é só um arrepio
e nada mais
não é possível
mas continuo me perguntando
de onde vão parar meus dias?
como aspirações jogadas em um canto
de onde vão parar as lembranças?
Perdidas em um monte de poeira
de onde vão parar
de onde vão parar
de onde vão parar meus dias?