Condamné à Lq Pondaison (Légende Funèbre)
Jadis tu pondis un microbe dans ma tête.
Depuis... ce microbe grandit ; tel un ver solitaire
De l'intérieur il tète, boit la chaleur, les couleurs
De mon corps, m'entraînant droit sous terre alors
Dans le marais de la vie évitant les traînées
Je nage sale et seul comme un requin, marteau :
Me lier pour nager, m'attacher à quelqu'un ?
Ce serait couler dans la lie...
Déjà vieillard à vingt ans
Je parle le francien mieux que le français,
C'est qu'aux êtres vivants
Je préfère les langues mortes.
Bien, qu'avec les morts et les mots
Je n'ai pour amicale escorte
Que les démons médiévaux,
Le soir qu'une mentale Hécate
Pour mouvoir ma main droite.
Troll, trop laid, sous contrôle psychiatrique,
Cas isolé je suis ce kamikaze pas drôle
En camisole chimique,
Gueux désolé qui gueule
Aux ordres de Malfé que des obscénités
dans un vieux Black mal fait...
Dieu, je ne veux pas remplacer non
Juste le tuer ; car coupable de rien pourtant
Du grand mélancolique j'ai toujours eu les larmes
Et du terrorisé, l'éternelle colique.
Paranoïaque à blac mes seuls amis sont des armes,
Dans les bois et ma cave, je bois et me cache,
C'est que les rayons du soleil révèlent les taches...
Jadis tu pondis un microbe dans ma tête.
Ce microbe a grandi et a pris de la place
Qu'il se confond aujourd'hui avec son logis :
Si l'être humain que j'étais n'est plus qu'une carcasse,
Ce microbe a grandi c'est un homme à présent
Un homme qui me remplace,
Aussi dur, aussi froid et aussi efficace
Que de l'acier trempé. Écoute bien :
La balle que tu vas prendre dans la tête,
C'est lui, notre enfant.
Car si toi tu as oublié
Du temps de ta pondaison
Les heures reculées, moi toujours
Mon enfance crie vengeance
Et pout sa pendaison, à son tour
Elle viendra t'enculer.
Condenado à Lq Pondação (Lenda Fúnebre)
Um dia você colocou um microbe na minha cabeça.
Desde então... esse microbe cresceu; como um verme solitário
De dentro ele mama, bebe o calor, as cores
Do meu corpo, me arrastando direto pra debaixo da terra então
No pântano da vida evitando as trilhas
Eu nado sujo e sozinho como um tubarão-martelo:
Me amarrar pra nadar, me prender a alguém?
Isso seria afundar na lama...
Já sou um velho aos vinte anos
Falo o francien melhor que o francês,
É que aos seres vivos
Eu prefiro as línguas mortas.
Bem, que com os mortos e as palavras
Eu não tenho como companhia
Senão os demônios medievais,
À noite, uma Hécate mental
Pra mover minha mão direita.
Troll, muito feio, sob controle psiquiátrico,
Caso isolado, sou esse kamikaze sem graça
Em uma camisola química,
Pobre coitado que grita
Sob as ordens de Malfé só obscenidades
Num velho Black mal feito...
Deus, eu não quero substituir não
Só quero matá-lo; pois culpado de nada, ainda assim
Do grande melancólico eu sempre tive as lágrimas
E do aterrorizado, a eterna cólica.
Paranoico a blac, meus únicos amigos são armas,
Nos bosques e na minha cave, eu bebo e me escondo,
É que os raios do sol revelam as manchas...
Um dia você colocou um microbe na minha cabeça.
Esse microbe cresceu e tomou espaço
Que hoje se confunde com seu lar:
Se o ser humano que eu era não é mais que uma carcaça,
Esse microbe cresceu, agora é um homem
Um homem que me substitui,
Tão duro, tão frio e tão eficaz
Quanto aço temperado. Escute bem:
A bala que você vai levar na cabeça,
É ele, nosso filho.
Pois se você esqueceu
Do tempo da sua concepção
As horas passadas, eu sempre
Minha infância grita vingança
E pra sua execução, por sua vez
Ela virá te foder.