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Nomes Sob Fogo

Peter Hammill

Under Cover Names

No thanks for the memory, no thanks at all,
no way we can wipe the state or contrive escape
from the names we're called.
No thanks for the memory, here it comes again,
this life running on the spot, though we hide a lot
with our cover names.
We can no more change the past than shed our skins.

But we keep on thinking that we might go someplace
where not a soul knows what has gone before,
with such headfuls of self-accusation
that we don't even know our own names any more.

No thanks for the memory,
no thanks.

Call them by a different name and turn about -
We can no more change our spots than wash them out.

No thanks for the memory, locked in the frame.
No way we can change the pattern of things that happened
under cover names.

And we keep on skirting round the true confession,
with fresh identities and best-laid plans;
And we keep on working to outreach the shadow
but the shadow will outrun the man
with such headfuls of self-accusation,
that no pseudonyms can hide our shame,
lost in a jungle of our own creation,
lost in a labyrinth of cover names...
We can no more change the past than live again.
We can no more shed our skins than know our real names.

Nobody knows our real name,
nobody knows their real name,
we hide under cover names...
No thanks for the memory.

Nomes Sob Fogo

Sem agradecimentos pela memória, sem agradecimentos de jeito nenhum,
sem chance de apagar o passado ou bolar uma fuga
com os nomes que nos chamam.
Sem agradecimentos pela memória, lá vem de novo,
essa vida parada no mesmo lugar, embora a gente esconda muito
com nossos nomes sob fogo.
Não podemos mudar o passado mais do que trocar de pele.

Mas continuamos pensando que talvez possamos ir a algum lugar
onde ninguém saiba o que aconteceu antes,
com tanta autoacusação na cabeça
que nem sabemos mais nossos próprios nomes.

Sem agradecimentos pela memória,
sem agradecimentos.

Chame-os por um nome diferente e dê a volta -
Não podemos mudar nossas manchas mais do que lavá-las.

Sem agradecimentos pela memória, trancados na moldura.
Não há como mudar o padrão das coisas que aconteceram
sob nomes sob fogo.

E continuamos contornando a verdadeira confissão,
com novas identidades e planos bem elaborados;
E continuamos trabalhando para ultrapassar a sombra
mas a sombra vai ultrapassar o homem
com tanta autoacusação na cabeça,
que nenhum pseudônimo pode esconder nossa vergonha,
perdidos em uma selva que criamos,
perdidos em um labirinto de nomes sob fogo...
Não podemos mudar o passado mais do que viver de novo.
Não podemos trocar de pele mais do que saber nossos nomes reais.

Ninguém sabe nosso nome real,
ninguém sabe seu nome real,
nos escondemos sob nomes sob fogo...
Sem agradecimentos pela memória.

Composição: Peter Hammill