395px

Você Está Longe

Pierangelo Bertoli

Tu Sei Lontana

Correre, correre, correre, correre
Con la mente correre verso nuove strade
Che non sono strade ma sentieri duri
Con davanti case che non sono case
Ma soltanto muri bianchi in pieno sole
Che ti acceca gli occhi, che ti fa sudare, che ti fa soffrire, piangere, cadere
Ti fa bestemmiare come un carrettiere e ti asciuga i sogni sparsi nelle vene
Fa dimenticare quando stavi bene, ti cosparge sale dentro alle ferite
Che ti impone regole mai esistite
E tu sei lontana, e tu sei lontana…
Ridere, ridere, ridere, ridere
Come un matto, ridere della mia vita
Che non è una vita, è una luce spenta
Che mi lascia al buio solo qui a lottare
Con la mia coscienza piccola bastarda
Che non mi da pace, non mi fa frenare
Non mi dà più il tempo di giustificare quello che ho sbagliato e non vorrei rifare
E mi da un'immagine di derisione
E mi mette a parte del mio fallimento di una tirannia senza ribellione
D'una foglia morta che è in balia del vento
E tu sei lontana…
Il fuoco non risponde, se non lo accendi tu
Mi sento troppo solo
Io non esisto, non esisto più
Mi sembra di impazzire
Io non esisto, io non resisto
Stringere, stringere, stringere, stringere,
Con i denti stringere fino a sentire male
Che non è poi male se ti può servire
A sentirti vivo per trovare la forza di non annegare dentro a un'indecenza
Di giornate piene da dimenticare, di giornate vuote tutte da riempire
Con insofferenza che mi fa morire
E tu sei lontana….

Você Está Longe

Correr, correr, correr, correr
Com a mente correndo por novas estradas
Que não são estradas, mas caminhos duros
Com casas na frente que não são casas
Mas apenas muros brancos sob o sol
Que cega seus olhos, que faz você suar, que faz você sofrer, chorar, cair
Faz você xingar como um carroceiro e seca os sonhos espalhados nas veias
Faz esquecer quando você estava bem, te enche de sal nas feridas
Que impõe regras que nunca existiram
E você está longe, e você está longe…
Rir, rir, rir, rir
Como um louco, rir da minha vida
Que não é uma vida, é uma luz apagada
Que me deixa no escuro só aqui lutando
Com minha consciência pequena e filha da puta
Que não me dá paz, não me deixa frear
Não me dá mais tempo de justificar o que eu errei e não queria repetir
E me dá uma imagem de zombaria
E me coloca a par do meu fracasso, de uma tirania sem rebelião
De uma folha morta que está à mercê do vento
E você está longe…
O fogo não responde, se você não acender
Me sinto muito sozinho
Eu não existo, não existo mais
Parece que estou pirando
Eu não existo, eu não resisto
Apertar, apertar, apertar, apertar,
Com os dentes apertar até sentir dor
Que não é tão ruim se pode te servir
Para se sentir vivo e encontrar a força de não se afogar em uma indecência
De dias cheios para esquecer, de dias vazios todos para preencher
Com a impaciência que me faz morrer
E você está longe….

Composição: