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No País das Flores da Transe

Pierre Lapointe

Au Pays Des Fleurs De La Transe

La libellule au front
L'oeil caché au creux des mains
J'irai tête première dans les champs de blanc chemin
Trouver les yeux de mon frère

Car il ne reste plus rien
Plus rien que quelques souvenirs
Du plus épinel de ma vie
Du cercle éternel qui veillit
Ici toujours comme au passé
Il revient pour me terrasser
J'irai pieds nus marcher
Dans la forêt des mals-aimés.

L'épopée fantômatique commence
Au pays des fleurs de la transe
Les cheveux accrochés au vent
Je partirai les pieds devant
Le sourire amer d'irévérence
Au pays des fleurs de la transe
Adieu ivresse, adieu mouvence
Adieu rescapés de la chance
Je couperai ma barbe à coups de barbelés
Je couperai ma barbe à coups de barbelés

J'irai pieds nus dans la forêt des mals-aimés
Aveuglé par la grandeur du blanc maculé
Cueillir la fleur déjà fannée
De quelques années piétinée
A marcher dans les sentiers vagues
Quand des regrets désenchantés
Dans la foret des mals-aimés
Dans la forêt des mal-aimés

Vis à genoux le temps passés
Vis tous les amours oubliés
Je couperai ma barbe à coups de barbelés
Je couperai ma barbe à coups de barbelés

No País das Flores da Transe

A libélula na testa
O olho escondido na palma da mão
Eu vou de cabeça baixa pelos campos de caminho branco
Encontrar os olhos do meu irmão

Pois não resta mais nada
Nada além de algumas lembranças
Do espinho mais profundo da minha vida
Do círculo eterno que envelhece
Aqui sempre como no passado
Ele volta pra me derrubar
Eu vou andar descalço
Na floresta dos mal-amados.

A epopeia fantasmagórica começa
No país das flores da transe
Os cabelos ao vento
Eu partirei de pés à frente
O sorriso amargo da irreverência
No país das flores da transe
Adeus embriaguez, adeus movimento
Adeus sobreviventes da sorte
Eu cortarei minha barba com fios de arame farpado
Eu cortarei minha barba com fios de arame farpado

Eu vou andar descalço na floresta dos mal-amados
Cego pela grandeza do branco manchado
Colher a flor já murcha
De alguns anos pisoteada
A andar pelos caminhos vagos
Quando os arrependimentos desencantados
Na floresta dos mal-amados
Na floresta dos mal-amados

Viva de joelhos o tempo passado
Viva todos os amores esquecidos
Eu cortarei minha barba com fios de arame farpado
Eu cortarei minha barba com fios de arame farpado

Composição: Pierre Lapointe