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No Vestido Branco

Pilot

V Podvenechnom

V podvenechnom plat'e belom
Tverdym shagom da za krug!
Mimo dveri, po doroge za chertu,
Unosia s soboj mechtu o dolgikh vecherakh...
I netu slez v glazakh... i netu slez v glazakh!

My poteriaemsia s toboj! My poteriaem schet slovam,
My s toboj razojdemsia v nebe, kak dve stai.
Kto na iug, a kto na sever, a kto na voliu poletit,
Teriaia per'ia i pomnia, kak zakhlopnulas' dver'!

Vse ukhodiat tikhim shagom, ostavliaia tol'ko sled.
Veter utro podgoniaet i ne kriknut'!
Pozdno... golosa uzh net! I ne porvat' bilet!
Puti obratno net!

My razbezhimsia kto kuda i sled zaputaem
V asfal'tovykh ravninakh novorozhdennykh rajonov,
Gde zima smeshalas' s griaz'iu,
A vesne tuda voobshche dorogi net!
Gde v serykh kirpichakh my poteriali detstva
Slabyj sled!

Po dorogam, kazhdyj po svoej, begom,
Bez ogliadki, glotaia noch' otkrytym rtom.
Bez patronov nekh.j brat'sia za ruzh'e,
A koli sdelal shag - poluchish' po serdtsu svoe...
Perebrodivshee vino... vzgliad cherez mutnoe steklo.

I, perezhiv ostatok dnia, my soberemsia
Na asfal'tovykh ravninakh novorozhdennykh rajonov,
Gde zima smeshalas' s griaz'iu,
A vesne tuda voobshche dorogi net!
Gde v serykh kirpichakh my poteriali
Detstva slabyj sled!

No Vestido Branco

No vestido branco,
Passo firme, indo em frente!
Passando pela porta, na estrada além,
Levando comigo o sonho das longas noites...
E não há lágrimas nos olhos... e não há lágrimas nos olhos!

Estamos nos perdendo juntos! Estamos perdendo a conta das palavras,
Nós vamos nos separar no céu, como dois bandos.
Quem vai pro sul, quem vai pro norte, e quem vai voar livre,
Perdendo as penas e lembrando como a porta se fechou!

Todos vão embora com passos silenciosos, deixando apenas rastros.
O vento da manhã empurra e não dá pra gritar!
É tarde... não há mais vozes! E não dá pra rasgar o bilhete!
Não há volta!

Vamos nos dispersar, cada um pra um lado, e confundir os rastros
Nas planícies asfaltadas dos novos bairros,
Onde o inverno se misturou com a lama,
E na primavera não há caminho algum!
Onde nos tijolos cinzentos perdemos a infância,
Um fraco rastro!

Pelas estradas, cada um na sua, correndo,
Sem olhar pra trás, engolindo a noite com a boca aberta.
Sem balas, não dá pra ser irmão com a arma,
E se você deu um passo - vai sentir no coração...
O vinho passado... o olhar através do vidro embaçado.

E, vivendo o resto do dia, vamos nos reunir
Nas planícies asfaltadas dos novos bairros,
Onde o inverno se misturou com a lama,
E na primavera não há caminho algum!
Onde nos tijolos cinzentos perdemos
Um fraco rastro!

Composição: