Devochka Vesna
Po morskim kamniam bystro devochka bezhit,
Skhvatit v zuby Solntse i obratno domoj.
Ved' v ee dome nekomu zakryt' okno,
V ee dome net mesta kholodnym vetram.
V ee komnate vsegda ot ulybok smeshno,
Ej ulybaiutsia so sten smeshnye kartinki.
Ej skazhut "Dobroe utro!" karuseli.
Ej govoriat "Privet!" tiazhelye tanki.
Tiazhelym gruzovikom, stiraia shiny,
Ona letit v svoe zavtra po doroge,
Na obochinakh otdykhaia beloj ptitsej Vesny.
Naverno zavtra ona pozvonit mne v dver',
Za oknom v griazi kuvyrkaiutsia deti,
Ia sizhu za stolom, mne voobshche vsio do feni!
U menia zdes' svoi smeshnye kartinki!
Na kartine Solntse, a pod nim stoit dom.
On zeleno-zheltyj, ia zhivu v nem.
U menia svoe leto i svoia osen',
I devchonka Vesna zabegaet v gosti.
Tiazhelym gruzovikom, stiraia shiny,
Ona letit v svoe zavtra po doroge,
Na obochinakh otdykhaia beloj ptitsej Vesny.
Pod prolivnym dozhdem stoiat' ia budu vo dvore,
Ulybat'sia glupo i nemnogo smeshno,
A devochka Vesna pobezhit sebe dal'she,
Unosia v ladoniakh zae..vshie luzhi.
I na poslednie den'gi ia kupliu karandash,
Podariu tebe i, kogda zakhochesh',
Narisuj sebia, prokhodi, vytri nogi.
Rasskazhi: ne vidal li gde smeshnuiu devchonku?
Tiazhelym gruzovikom, stiraia shiny,
Ona letit v svoe zavtra po doroge,
Na obochinakh otdykhaia beloj ptitsej Vesny.
Menina Primavera
Pela beira do mar, a menina corre ligeiro,
Pega o Sol com os dentes e volta pra casa.
Pois na casa dela alguém deve fechar a janela,
Na casa dela não tem espaço pra ventos frios.
No quarto dela, sempre é engraçado com sorrisos,
As paredes sorriem com quadros divertidos.
A roda-gigante diz "Bom dia!" pra ela.
Os tanques pesados falam "Oi!" pra ela.
Com um caminhão pesado, limpando os pneus,
Ela voa pro seu amanhã pela estrada,
Nas laterais, descansando como um pássaro branco da Primavera.
Provavelmente amanhã ela vai me chamar na porta,
Do lado de fora, as crianças se sujam na lama,
Eu fico aqui na mesa, pra mim tanto faz!
Aqui tenho meus quadros engraçados!
Na pintura, o Sol brilha, e embaixo dele tem uma casa.
Ela é verde e amarela, eu vivo nela.
Tenho meu verão e meu outono,
E a menina Primavera vem me visitar.
Com um caminhão pesado, limpando os pneus,
Ela voa pro seu amanhã pela estrada,
Nas laterais, descansando como um pássaro branco da Primavera.
Debruçado na chuva torrencial, vou ficar no quintal,
Sorrindo bobo e um pouco engraçado,
E a menina Primavera vai correr mais longe,
Levando em suas mãos as poças que se formaram.
E com as últimas moedas, vou comprar um lápis,
Te dou e, quando você quiser,
Desenhe a si mesma, passe por aqui, seque os pés.
Me conta: não viu por aí uma menina engraçada?
Com um caminhão pesado, limpando os pneus,
Ela voa pro seu amanhã pela estrada,
Nas laterais, descansando como um pássaro branco da Primavera.