Nas utro Nakazhet
Nas utro nakazhet za shumnuiu noch',
My usnem, kogda vse pojdut po delam,
Kogda solntse primetsia gret' vsekh tekh,
Kto dazhe pochti ne smotrel na nego vsiu zhizn'.
Razve khvatit uma, chtoby chto-to poniat'?!
Razve khvatit nochej, chtoby chto-to reshit'?!
No ne khvatit dukhu ne podniat'sia i vstat'
I golodnoj pule ne pokazat' sebia.
No khochetsia verit', chto ehto projdet,
No kogda i kuda? - Neponiatno!
Nas utro pogonit na pyl'nyj asfal't.
Kak obryvki gazet veter nas poneset.
Nikogo ne trevozhit, chto my khotim spat'!
Chto my zhivye poka - nikogo ne ebet! Vot tak!
A na pyl'nom stekle mnogo pravil'nykh slov,
I na nashem puti, i na stenakh domov.
Esli drug - ehto tot, kogo mozhno ubit',
Znachit vrag - ehto tot, kogo mozhno prostit', poniav.
No khochetsia verit', chto ehto projdet,
No kogda i kuda? - Neponiatno!
De Manhã Vai Julgar
De manhã vai julgar pela noite barulhenta,
Nós dormimos quando todos vão cuidar da vida,
Quando o sol começar a queimar todos aqueles,
Que quase nunca olharam pra ele a vida inteira.
Será que dá pra ter juízo e entender algo?!
Será que dá pra ter noites pra decidir algo?!
Mas não dá pra ter coragem de se levantar
E na fome não se mostrar pra ninguém.
Mas dá vontade de acreditar que isso vai passar,
Mas quando e pra onde? - Não dá pra entender!
De manhã nos empurra pra cima do asfalto empoeirado.
Como recortes de jornal, o vento nos leva.
Ninguém se importa que a gente quer dormir!
Enquanto estamos vivos - ninguém tá nem aí! É isso!
E no vidro empoeirado tem muitas palavras certas,
E no nosso caminho, e nas paredes das casas.
Se amigo é aquele que dá pra matar,
Então inimigo é aquele que dá pra perdoar, entendeu?
Mas dá vontade de acreditar que isso vai passar,
Mas quando e pra onde? - Não dá pra entender!