395px

Trânsito

Pilot

Tranzit

Opiat' v koshmarnom zatianuvshemsia sne
Ia vizhu chuzhie doma i litsa,
I tysiachi imen.
Khorovodom kruzhitsia
Izrezannyj stol s deshevym vinom.
Platskartnyj vagon, kosye vzgliady
V Moskve, Tveri, Ufe, Magadane.
Doveritel'nye litsa s zapakhom vodki,
Oblezlyj pol i raskidannye shmotki.

I tysiachi mil' prolozhennykh shpal,
Tuda, gde menia nikto ne zhdal.
Vsiudu i vezde, vsegda i vechno,
Tranzitom po zhizni do konechnoj.
Gde koe-kto zhdet menia na perrone
V 66-m poezde v 6-m vagone.

I ia nachal zabyvat' svoj adres i dom.
A mozhet ia i vovse eshche ne rodilsia,
I dozhd' so snegom za oknom kruzhilsia,
Namatyvaia vremia besporiadochnym snom.
Ia dumaiu tol'ko, kak v temnom uglu
Zabudus' na teploj chuzhoj krovati.
Pokhmel'noe utro, i snova nekstati
Ruka s biletom v obratnyj konets.

I tysiachi mil' prolozhennykh shpal,
Tuda, gde menia nikto ne zhdal.
Vsiudu i vezde, vsegda i vechno,
Tranzitom po zhizni do konechnoj.
Gde koe-kto zhdet menia na perrone
V 66-m poezde v 6-m vagone.

Nakhodias' obychno v chetyrekh stenakh, ia
Sovershenno ne sposoben otsenit' real'nost'.
I vse takzhe, ukhodia v polety na dal'nost',
Pytaius' dogadat'sia, otkuda ia zdes'?
Podmigivaet mne zvezda vperedi.
Ona moia! V ee zvezdnoe polymia
Kak krest ia nesu svoe chernoe imia,
Gde sozhgu ego bez ostatka, dotla!

Gde tysiachi mil' prolozhennykh shpal,
Tuda, gde menia nikto ne zhdal.
Vsiudu i vezde, vsegda i vechno,
Tranzitom po zhizni do konechnoj.
Gde koe-kto zhdet menia na perrone
V 66-m poezde v 6-m vagone.

Trânsito

Opiá na noite de pesadelo
Vejo casas estranhas e rostos,
E mil nomes.
Dançando em roda
Uma mesa cortada com vinho barato.
Vagão de trem, olhares tortos
Em Moscou, Tver, Ufa, Magadã.
Rostos confiáveis com cheiro de vodka,
Piso descascado e roupas jogadas.

E milhas e milhas de trilhos,
Pra onde ninguém me esperava.
Em todo lugar e a toda hora, sempre e eternamente,
Trânsito pela vida até o fim.
Onde alguém me espera na plataforma
No trem 66, no vagão 6.

E eu comecei a esquecer meu endereço e lar.
Ou talvez eu nem tenha nascido ainda,
E a chuva com a neve lá fora dançava,
Enrolando o tempo em um sono desordenado.
Só penso em como, naquele canto escuro,
Vou esquecer em uma cama quente e estranha.
Café da manhã de ressaca, e de novo sem saber
Mão com o bilhete pro lado de volta.

E milhas e milhas de trilhos,
Pra onde ninguém me esperava.
Em todo lugar e a toda hora, sempre e eternamente,
Trânsito pela vida até o fim.
Onde alguém me espera na plataforma
No trem 66, no vagão 6.

Costumando estar entre quatro paredes, eu
Totalmente incapaz de avaliar a realidade.
E tudo igual, indo em voos distantes,
Tentando adivinhar de onde eu estou?
Uma estrela pisca pra mim à frente.
Ela é minha! No seu brilho estelar
Como uma cruz eu carrego meu nome sombrio,
Onde vou queimá-lo até o fim, até as cinzas!

Onde milhas e milhas de trilhos,
Pra onde ninguém me esperava.
Em todo lugar e a toda hora, sempre e eternamente,
Trânsito pela vida até o fim.
Onde alguém me espera na plataforma
No trem 66, no vagão 6.

Composição: