Madre Calle
(¡Es el triángulo y la calavera!)
(¡Pirámide Zulú, loco!)
(¡Es la Pirámide!)
(¡Es la Pirámide!)
(¡Fuego, fuego!)
(¡Es la Pirámide!)
(¡La calavera va sonando!)
(¡Es la Pirámide!)
(¡Es la Pirámide, Pirámide!)
Patria sin nombre, sin himno ni bandera
Hogar del pobre, rincón de fiesta
Por ti pasea la muerte, la hambruna
La injusticia, la suerte, las putas
La gente, sus sueños, sus miedos y dudas
En ti se escucha una voz que irradia rabia
El llorar de una guitarra, he visto la montaña
Hasta el brillo filo fino de una navaja
Dime qué es lo que callas
Dime cuál es tu verdad
Dime qué es lo que callas
Dime cuál es tu verdad
Dime qué es lo que callas
Dime cuál es tu verdad
Enfoca tu mente en una ventana cualquiera
Ábrela y espera, vela desde afuera
Debajo la gente toma atajos en la acera
Se escucha una puerta, entra una mesera
Que también es madre, viene del trabajo
Viene de chingarle, como diría mi abuela
Le duele la suela, le falta el consuelo
Le sobran los desvelos, pero no le falta fuerza
Con la piel más tersa que hayas conocido
Se quita la aspereza de la cara y ve a su niño
¡Vaya que has crecido!, se lo repite diario
Casi no lo ve y es por culpa de la cena
Que paga el salario, que paga la avena
De vuelta a la avenida un ave cuida el vecindario
Que levanta el vuelo, que no tiene horario
Que no tiene bandera, ni cartera, ni honorarios
Pasa una pecera, lleva tiburones
Yo bajo en la esquina, piso bien los escalones
Nadie más se baja, pasan más camiones
Llevamos ventaja esperando en las estaciones
Dime qué es lo que callas
Dime cuál es tu verdad
Dime qué es lo que callas
Dime cuál es tu verdad
Dime qué es lo que callas
Dime cuál es tu verdad
Dime qué es lo que callas
Dime cuál es tu verdad
Rua Mãe
(É o triângulo e o crânio!)
(Pirâmide Zulu, louca!)
(É a pirâmide!)
(É a pirâmide!)
(Fogo, fogo!)
(É a pirâmide!)
(O crânio está tocando!)
(É a pirâmide!)
(É a pirâmide, pirâmide!)
Pátria sem nome, sem hino ou bandeira
Casa do canto de festa pobre
Para você anda a morte, a fome
Injustiça, sorte, putas
As pessoas, seus sonhos, seus medos e dúvidas
Você ouve uma voz que irradia raiva
Chorando em uma guitarra, eu vi a montanha
Até a borda afiada de uma navalha
Me diga o que você está dizendo
Me diga qual é a sua verdade
Me diga o que você está dizendo
Me diga qual é a sua verdade
Me diga o que você está dizendo
Me diga qual é a sua verdade
Concentre sua mente em qualquer janela
Abra e espere, navegue de fora
Debaixo de pessoas pegam atalhos na calçada
Uma porta é ouvida, uma garçonete entra
Quem também é mãe, vem do trabalho
Isso vem de trepar com ele, como minha avó diria
Dói a sola, falta o conforto
Ele tem muito sono, mas não falta força
Com a pele mais suave que você já conheceu
Ele remove a aspereza do rosto e vê seu filho
Você cresceu, é repetido diariamente
Você quase não vê e é por causa do jantar
Que paga o salário, que paga a aveia
De volta à avenida, um pássaro cuida do bairro
Quem levanta o vôo, quem não tem horário
Que não tem bandeira, carteira ou taxas
Gaste um aquário, leve tubarões
Eu desço no canto, passo bem nos degraus
Ninguém mais sai, mais caminhões passam
Aproveitamos esperando nas estações
Me diga o que você está dizendo
Me diga qual é a sua verdade
Me diga o que você está dizendo
Me diga qual é a sua verdade
Me diga o que você está dizendo
Me diga qual é a sua verdade
Me diga o que você está dizendo
Me diga qual é a sua verdade