Tradução gerada automaticamente
Fleur de Seine
Plana Georgette
Flor de Sena
Fleur de Seine
Era uma garota de dezoito anosC'était une gosse de dix-huit ans
Veio ao mundo numa noite de azar,Venue au monde un soir de déveine,
A garota não tinha mais paisLa gosse n'avait plus de parents
Livre do seu domingo e da sua semana.Libre de son dimanche et d'sa semaine
Ela saía com um jeito travessoElle s'en allait d'un air fripon
De Billancourt a Bagatelle,De Billancourt à Bagatelle,
À noite ela dormia debaixo das pontesLe soir elle se couchait sous les ponts
E o rio, era sua casa.Et la rivière, c'était chez elle
Ela tinha uma saia cheia de buracosElle avait un jupon plein d'trous
Andava com um monte de vagabundos,Elle fréquentait un tas d'voyous
Mas quando passava perto de vocêMais quand elle passait près de vous
Com seus grandes olhos negros e doces,Avec de grands yeux noirs et doux
O jovem como o patriarcaLe jeune homme comme le patriarche
Desejando esperá-la sob a arcaDésireux de l'attendre sous l'arche
Dizia: "É a primavera que está chegando."Disait "C'est le printemps qui marche"
Ela era linda como os amores,Elle était belle comme les amours
Tinha um coração de garota simples,Elle avait un cœur de grisette
Mas vagabundear todo diaMais vagabonder tous les jours
Não é fácil pra se manter honesta,C'n'est pas facile de rester honnête,
Então se entregou sem medoAussi se donna-t-elle sans peur
A Charlot, o terror da margem,A Charlot, la terreur de la berge,
Que lhe tomou a cintura e o coraçãoQui lui prit la taille et le cœur
Nos bosques de uma velha pousada.Dans les bosquets d'une vieille auberge
Ela tinha uma saia cheia de buracosElle avait un jupon plein d'trous
Andava com um monte de vagabundos,Elle fréquentait un tas d' voyous
Mas quando passava perto de vocêMais quand elle passait près de vous
Com seus grandes olhos negros e doces;Avec de grands yeux noirs et doux;
Vendo seu rostinho provocanteVoyant sa frimousse aguichante
Como um lindo dia que te encanta;Comme un beau jour qui vous enchante;
A gente dizia: "É a primavera que canta."On s'dit "C'est le printemps qui chante"
A força de passar as noitesA force de passer des nuits
Olhando a lua prateada,A regarder la lune argentine,
De ter os golpes de suas inimigas,D'avoir des coups de ses ennemies,
Ela se foi do peito,Elle s'en alla de la poitrine,
Uma noite ela se jogou na água,Un soir elle se jeta dans l'eau,
Morta, ainda era bonita.Morte, elle était encore jolie
Ela fez seu último sonoElle a fait son dernier dodo
No leito do Sena, sua amiga.Dans le lit d'la Seine, son amie
A colocaram em um grande buracoOn la plaça dans un grand trou
Sem cruz, sem nome, como um cachorrinho,Sans croix, sans nom, comme un toutou
Lá em Pantin, bem no fim,Là-bas, à Pantin, tout au bout
Num manhã de junho tão doce,Par un matin de juin si doux,
Só um vagabundo do rioSeul un rôdeur de rivière
Acompanhando-a ao cemitérioL'ayant accompagnée au cimetière
Dizia: "É a primavera que estamos enterrando."Disait "C'est le printemps qu'on enterre".



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