Primavera
Près des palais endormis,
Quand minuit
Donne aux roses du chemin
Leur parfum,
Ils s'en vont d'un pas léger
Vers les jardins embaumés
Où ce soir on fêtera Primavera !
Les violons et les banjos feront danser,
Le champagne et les chansons vont nous griser,
De la fête, elle est reine, c'est la beauté !
Un amant ou un jaloux s'est écrié
{Refrain:}
Primavera !
Une jolie fleur d'amour
Primavera !
Les fleurs ne durent qu'un jour
Et ton baiser,
Trop souvent donné
Grisant les cœurs,
Fera ton malheur.
Primavera,
Prends garde à tous ces plaisirs
Un jour viendra qui pourra te faire souffrir
Car ton amant,
Se moquant de tes serments,
Te trahira,
T'abandonnera,
Primavera !
Pourquoi me maudissez-vous ?
Pauvre fou !
Un soir à mon rendez-vous,
A genoux,
Vous viendrez me supplier
Pour obtenir un baiser
Que, moqueuse, refusera
Primavera.
Les amants sont des pantins entre mes mains,
Ce soir, je veux te garder jusqu'au matin
Et demain, je t'oublierai sur le chemin.
Il répondit "Ne tentez pas le destin !"
{au Refrain}
Les lampions se sont éteints,
Le matin
Jette la clarté du jour
A l'entour.
Les visages sont pâlis
Et les roses sont flétries
Pourtant, quelqu'un appela
Primavera !
Mais la belle était partie vers les pays,
Les pays de rêve, où le chagrin s'oublie,
Ses grands yeux étaient fermés à tout jamais,
Et, près d'elle, dans un sanglot, un fou chantait
{au Refrain}
Primavera
Perto dos palácios adormecidos,
Quando a meia-noite
Dá às rosas do caminho
Seu perfume,
Elas vão com um passo leve
Para os jardins perfumados
Onde esta noite vamos celebrar a Primavera!
Os violinos e os banjos vão fazer dançar,
O champanhe e as canções vão nos embriagar,
Na festa, ela é a rainha, é a beleza!
Um amante ou um ciumento exclamou
{Refrão:}
Primavera!
Uma linda flor de amor
Primavera!
As flores duram só um dia
E seu beijo,
Dado com frequência demais
Embriagando os corações,
Trará sua desgraça.
Primavera,
Cuidado com todos esses prazeres
Um dia virá que poderá te fazer sofrer
Pois seu amante,
Zombando dos seus juramentos,
Te trairá,
Te abandonará,
Primavera!
Por que me amaldiçoam?
Pobre louco!
Uma noite no meu encontro,
De joelhos,
Você virá me implorar
Para conseguir um beijo
Que, zombeteira, recusará
Primavera.
Os amantes são marionetes entre minhas mãos,
Esta noite, quero te manter até de manhã
E amanhã, te esquecerei pelo caminho.
Ele respondeu: "Não tente o destino!"
{no Refrão}
As lanternas se apagaram,
A manhã
Lança a claridade do dia
Ao redor.
Os rostos estão pálidos
E as rosas estão murchas
No entanto, alguém chamou
Primavera!
Mas a bela tinha partido para os países,
Os países dos sonhos, onde a dor se esquece,
Seus grandes olhos estavam fechados para sempre,
E, perto dela, em um soluço, um louco cantava
{no Refrão}