No Madeiro Por Amor
Antonio Coimbra - Celebrai
Lá no Jardim das Oliveiras
Numa noite fria e comprida
O Filho do Homem orava sozinho
Enquanto o mundo dormia
Era noite no Getsêmani
Marcas profundas no chão
Jesus ajoelhado orava
Sentindo o peso da redenção
O suor misturado em sangue
Escorria pelo Seu rosto
Pai, se for possível, passa
Mas fez-se o Teu querer, não o meu gosto
Os amigos vencidos pelo sono
A tristeza apertou Seu peito
Mas Ele ficou de pé por nós
Mesmo já sabendo o desfecho
Chegaram tochas na escuridão
Um beijo traiu o Salvador
Cordas prenderam Suas mãos
Mas nunca prenderam Seu amor
Foi levado como malfeitor
Julgado por quem devia ouvir
A Verdade ficou em silêncio
Para o plano se cumprir
Cuspiram no Seu rosto santo
Bateram sem compaixão
A coroa feita de espinhos
Feriu Sua fronte e Seu coração
E cada açoite que Ele levou
Era o meu pecado ali
Cada gota daquele sangue
Era pra me redimir
Ele carregou a cruz pesada
Subindo o monte da dor
E cada passo que Ele dava
Era um passo de puro amor
Foi no madeiro por mim
Foi no madeiro por nós
O céu chorou naquele dia
Mas o amor falou mais alto que a voz
A madeira pesava nos ombros
Já feridos de tanto apanhar
A multidão gritava crucifica
Sem saber quem estava a julgar
Maria olhava em silêncio
O coração quase a parar
Ver o Filho inocente
Sendo tratado como vulgar
No alto do monte chamado Caveira
Pregaram Suas mãos no lenho cru
O martelo ecoou na história
E o véu do templo se rasgou
Quando os cravos atravessaram
Carne de um Ungido fiel
Ali estava sendo escrito
O maior amor do céu
Entre ladrões foi contado
Mesmo sendo o Santo de Israel
O Rei vestiu dor e vergonha
Pra me dar direito ao céu
O céu escureceu ao meio-dia
A terra começou a tremer
Pai, por que Me desamparaste?
Era o preço que eu devia sofrer
Mas mesmo em tanta agonia
Olhou pra um ladrão ao lado
Hoje estarás comigo no paraíso
Amor igual nunca foi declarado
E quando tudo se cumpriu
Quando a dívida enfim se pagou
Ele ergueu os olhos aos céus
E com voz de vitória falou
Está consumado
E entregou Seu espírito
O Cordeiro Se entregou
O véu se rasgou de alto a baixo
O acesso enfim se abriu
A morte pensou que tinha vencido
Mas ali foi que ela caiu
Não foi derrota, foi vitória
Não foi fraqueza, foi poder
No silêncio daquele túmulo
Deus já preparava o amanhecer
Foi no madeiro por amor
Foi no madeiro pra salvar
Se hoje eu canto essa história
É porque Ele decidiu Se sacrificar



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