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Fantasia Sombria

kamaitachi

LetraSignificado

    [Ato I]
    Senhor Rato, pode me dar um mapa dessa fantasia?
    Preciso saber pra caminhar
    Senhor Sapo, pode me dar um pouco da tua magia?
    Tem coisas que preciso enxergar
    Senhor Rato, por que as tartarugas correm como míssil
    E as lebres são tão devagar?
    Senhor Sapo, meu gato agora ficou de pé
    E começou a dialogar
    Disse ele que é um gato de um reino mágico
    E que o senhor sabe ir pra lá
    Disse ele que é um gato mercenário
    E que quer a cabeça do imperador de lá

    Pois foi amaldiçoado, maldito é o Mago Lagarto
    Que fez sua memória se lembrar em curto prazo
    Falei que foi amaldiçoado? Nem lembro do que tinha falado
    Preciso achar aquele Lagarto e voltar a dormir no quarto

    Bartolomeu
    Se tem problemas para resolver
    O teu problema não é problema meu
    Bartolomeu
    Como sair dessa fantasia sombria
    Já que a porta pra saída desapareceu?
    O gato então disse: Então eu e você ficaremos aqui
    Já que eu não lembro se a saída é por ali
    Eu preciso da minha memória pra acabar com o tirano
    Pera, eu esqueci o que estávamos falando

    [Ato II - Bartolomeu esquece novamente]
    Lembrei que o Mago Lagarto tem um cristal em seu cajado
    A gente precisa do cristal pra abrir o portal
    Pra isso, precisamos passar por essa mata
    Onde as árvores gritam e o clima é um temporal
    Há pântanos na escuridão que habita lá pra dentro
    Lá só habita ódio com pitadas de tormento
    Se eu fecho os olhos, vejo gritos sem ressentimentos
    E tudo lá se movimenta trazendo o medo, medo, medo
    Medo, medo, medo

    Mas pra chegar lá
    Tem caminhos, tem caminhos
    Olhos brancos, três mil dentes
    Quatro patas e doente
    É a Fera da La Nascente

    Ouço o apito do fundo, diz Bartolomeu
    Não estamos mais em apuros
    Cabos de marfim, lâminas de almofadas
    É a Tropa dos Vaga-Lumes (ah-ah)

    Que mata a besta e gera o Sol
    Que abre o caminho pra luz
    Que trilha o caminho que é certo
    Abra seus olhos
    Que eles te tiram daqui
    Quase como um querubim
    Então será o nosso fim
    Veja o campo aberto

    A luz nos espera
    Na linha do horizonte
    Em uma casinha
    Cheio de vidas floridas

    [Ato III - A porta se abriu]
    Comida, bebida, um drink, um bolo e uma torta
    A minha casinha é humilde, até que comporta
    Mais dois viajantes, um gato falante, um ponto distante
    Meu amigo urso fala no meu ouvido que, se for encrenca
    Ele resolve

    Um pato que fala uma língua estranha sugere uma festa
    Não passam as horas
    Nesse recinto parado no tempo, o relógio não passa
    Faz tanto tempo
    Que a gente se perdeu

    Bartolomeu, assustado, acaba com o samba
    É uma ilusão
    Todos esses olhos
    Em uma direção
    Anões de barba grisalha nos puxam para o porão
    Depois do corre-corre pra direita, pra esquerda
    Pra esquerda, pra direita
    Pra direita, pra esquerda, pra esquerda
    Pra direita, pra direita, pra direita
    Pra esquerda, pra esquerda
    Pra direita, pra esquerda

    Bartolomeu agradece os anões
    Mas os anões percebem o brilho
    Bem no fundo do bolso do menino
    Um artefato brilhante, divino, que faz o horário parar
    Entregue pra mim o artefato, garoto
    O caminho pro teu objetivo é aqui
    Cuidado com as luzes do grande salão que tentarão
    Te empurrar pra escuridão

    [Ato IV - Qual escuridão?]
    Subindo a escadaria em direção à sala principal
    Uma biblioteca, ah-ah
    Uma porta escondida, ah-ah
    O grito da menina desperta a bravura no gato
    Bartolomeu percebe que o escudo que tens
    Brilha tão cintilante
    Eles prometem à rainha
    Sua volta do estilo de vida
    Então, da sua bolsa ela tira
    A adaga que o mago temia

    [Ato V - Eu vou te salvar, rainha]
    Um feixe de luz mirando pra porta
    Os guarda em formas
    Um rastro de lama e obscuro em volta
    Um Cão com seu colar de ossos e seu braço direito, Lagarto
    Passando no tapete avermelhado com rubi
    Então avista o menino e o gato logo ali
    O sino ecoou no reino
    Os ratos correm sem parar
    Até as gárgulas criam vidas
    Todos saúdam o rei
    Todos saúdam o rei
    Quem está aqui?
    Diz então, imponente, o Cão
    O Mago com seu cetro ilumina o salão

    Bartolomeu, o menino, vendo que não tem como se esconder
    Prepara sua única pose que aprendeu de combate
    O Cão e o Mago Lagarto diz que será o fim
    E tudo começa a cair
    Então o menino levanta a adaga que a rainha lhe deu
    O Mago toma um susto, o susto é tão grande que o cetro dispara sozinho
    Que pega na adaga
    Que volta para o Lagarto
    Que derruba o cetro
    E cai o artefato
    Bartolomeu, em seu pulo de gato
    Come o cristal, mas se sente normal
    O Gato transcende
    As sombras nos cercam—

    Enviada por call. Legendado por aClara. Revisões por 8 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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