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Tamarineiros

Drulucca

Letra

    Vento que vem do Aracati
    Pelo leito seco do salgado
    Leva fumaça cinza daqui
    E trás a chuva pra molhar o roçado

    Que se Deus permitir
    Eu colher em agosto
    Eu mudo meu rosto de caba emburrado

    Vou pras bombas do hoje exaltado
    Eu me curvo e me queimo nas bombas

    Ouço os gritos dos tamarineiros
    Guardiões da Botija de Glória
    Ou são gritos das rasgas mortalhas
    As almas penadas
    Que assombram essa noite

    E quem teme as crendices
    Ditas pelo povo
    Não brinca com o fogo
    Da fé de um cristão

    E portanto vos digo, meu caro
    Eu vos digo,meu caro
    Não ouse..oh ohh

    Quantas vezes
    Caminhei no mei desse deserto
    Sem saber que tinha oásis no mei do sertão

    Tantas vezes fui dormir sem pedir benção ao credo
    Crendo eu que meu medo
    Era meros pretextos do incerto
    Da minha superstição

    Quantas vezes fui dormir com meio olho aberto
    Sem saber se eu tinha medo do bicho papão
    Ou por vezes que eu ficava na espreita pro teto

    Pensando quem outras vidas
    Eu pude ter sido um inseto
    Quem sabe eu fui o barão

    Não tire o santo do lugar
    Não tire o santo do altar dele
    Se essa baleia acordar
    Esse sertão vai virar mar
    E eu quero ver neguim na rede

    E pra quem não sabe nadar
    Também não vai morrer de sede
    E quem não bebe de cumbuca
    Quem for feita de açúcar
    Não me beije

    Composição: Luiz Angelim / Pedro Lucca Cândido. Essa informação está errada? Nos avise.

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