
Samba-Enredo 2027 - Oyá Por Nós!
G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira (RJ)
Quando toca o adaró, somos tantas numa só
A nação evoca minha mãe Iansã
Vira tempo, tempestade
Pra varrer toda maldade, sob os raios da manhã
Ah! Eparrey meu povo é trovoada
O tambor do recomeço quando vira a encruzilhada
Sou rebeldia de Oluafefé
Pele de búfalo no corpo de mulher
Afulelé adê ô, deixa incorporar
Olonifé de Ogum, forja pra lutar
Paixão que atiça, fogo de akará
No coração de Xangô deixa ela girar
Iyá Mesan Orun Treme-terra
Desce o morro, sobe o rum É guerra
Bate o oguê que o sangue tem dendê
Tá pra nascer quem manda nela
Ela dança no Ilê Axé, dá caminho no axexê
Faz do seu furacão, balé, dona do ajerê
Meu orí, tua coragem, liberdade obirín
Porque não existe macho que levante a mão pra mim
É que eu sou preta, macumbeira e de Oyá
Sou ventania que ninguém pode afrontar
Colo de Ketu, solo do gueto, força de Orixá
Quem tem fé na quarta-feira sabe que eu não ando só
O Brasil da intolerância eu despacho no ebó
Nada fica no caminho, a rainha vai passar
Segura que o xirê vai começar
Oyá Tetê Oyá Tetê Oyá
Oyá Tetê Oyá Mangueira Yabá
Ê mamãe, traz de novo teu axé
Relampejou pra vitória Motumba lè



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