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A Volta da Asa Branca

Luiz Gonzaga

Já faz três noites que pro norte relampeia
E a asa branca ouvindo o ronco do trovão
Já bateu asas e voltou pro meu sertão
Ai, ai, eu vou-me embora, vou cuidar da prantação
Já bateu asas e voltou pro meu sertão
Ai, ai, eu vou-me embora, vou cuidar da prantação

A seca fez eu desertar da minha terra
Mas felizmente Deus agora se alembrou
De mandar chuva pra esse sertão sofredor
Sertão das muié séria, dos home trabalhador
De mandar chuva pra esse sertão sofredor
Sertão das muié séria, dos home trabalhador

Rios correndo, as cachoeira tão zoando
Terra molhada, mato verde, que riqueza
E a asa branca, tarde canta, que beleza
Ai, ai, o povo alegre, mais alegre a natureza
E a asa branca, tarde canta, que beleza
Ai, ai, o povo alegre, mais alegre a natureza

Sentindo a chuva, eu me arrescordo de Rosinha
A linda frô do meu sertão pernambucano
E se a safra não atrapaiá meus pranos
Quê que há, aí ô Seu Vigário, vou casar no fim do ano
E se a safra não atrapaiá meus pranos
Quê que há, aí ô Seu Vigário, vou casar no fim do ano

Composição: Ze Dantas, Gonzagao. Essa informação está errada? Nos avise.
Enviada por Sarah. Legendado por Geovanna. Revisões por 4 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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