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C.A.N.A.

Poêra

Letra

    Xan
    Minha pele escura, faz parar a viatura
    Quer me dar uma dura só p variar
    Enche de rasura minhas linhas tortas
    E até me fura se eu questionar
    Procura peça na cintura
    Ou então erva pura, mas n vai encontrar
    Filho da puta me leva a loucura
    Busca uma desculpa pra me algemar

    Fujo da ditadura, fujo da revista
    Não sou criatura, sou cria da pista
    N me avista, na noite me misturo ao escuro
    Despista os cana sem deixar uma pista
    1, 2, na neblina já sumi de vista
    Não nasci pro açoite apesar do cabelo duro

    Juro que tô limpo, mas quer me enquadrar
    Pedindo arrego, só quer faturar
    Se tu quer dinheiro eu n tenho pra te dar
    Juro que tô limpo, mas quer revistar
    Tira o meu sossego, tenta me forjar
    Deixa o lema servir e proteger de lado pra lucrar

    Eles tão contra, tentam me atrasar, mas atividade triplica
    Cana que te dá tapa na cara é o msm que pacifica
    Acha que é pica pq tá fardado, tá mandado, mas n tenho medo
    Minha cara não é seu cu, então faz favor e tira o dedo

    Ih é assim, madrugadão tô de rolé
    Cana sai do meu pé, cana sai do meu pé (2x)

    Só pode ser palhaçada, polícia de novo na praça
    Rasgando na minha cara o que tá escrito na carta magna
    No ouvido a bomba estala, no flash a senhora desmaida
    No olho toma uma borrachada, "eles miram no chão, mas é que escapa"

    (ah, tá bom) país de bases escravocratas
    Desde sempre acostumou o povo na base da porrada
    Saímos da ditadura, mas ainda andamos ao lado do abismo
    Já podemos votar, mas cobrar na rua já é vandalismo

    Aqui ainda funciona a prisão pra averiguação
    A polícia precisa da desmilitarização
    Eu não aguento mais sofrer com preconceito e repressão
    É foda apanhar de quem deveria dar proteção

    Farol que bate na minha cara, a vista embaça, me deixa bolado
    Acha que tá na razão com seu conceito prejulgado
    (comédia) cobra errado pra passar vergonha
    Me discrimina de isso e aquilo enquanto seu filho que vende maconha

    Vem mandado em busca de sangue vai pro bang bang com nós que n dá
    Não aguenta o peso da gang pique gang planck que tu vai rodar
    Então por favor reveja o seu conceito
    Aba reta e blusa larga não diz que não sou direito

    Pra encontrar um sorriso é mole, libera a bebida libera um gole
    No meio de vários porre enquanto ri da minha cara
    E eu nem falo nada sujeito a leva bala
    Enquanto ele faz a farra e o meu bolso que paga

    É foda sente o cheiro de grana e eles já vem
    Já sabe que agora é a hora de ficar bem
    Seja vinte, seja galo ou seja nota de cem
    Patrão, fomos lá, passamos e não tinha ninguém


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