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Orvalho Sagrado

Poeta Antônio Carlos

Letra

    O mato alto e cheio de orvalho
    Que tem no atalho onde passa
    O roceiro,
    Tem perfume da relva em porções de gotinhas
    São águas benzidas por nosso SENHOR
    Que esteve na terra nesta madrugada
    Preparando o dia para o lavrador

    Agora no leito ainda molhado
    Num serviço forçado
    Mas feito com amor
    Tal qual a noite que derrama o orvalho
    Ele em seu trabalho derrama o suor

    O Sol vem nascendo tão resplandecente
    Para todos iguais neste gesto de amor
    Bebe lentamente o sereno nas folhas
    E em troca de tudo, oferece calor

    Oh, DEUS de bondade todo onipotente
    Abençoa a semente que vai para o chão
    O caboclo confia na mãe natureza
    E tem a certeza de colher o pão

    Esta é a vida do homem da roça
    Suas mãos grosas e da pele escura
    Não tem ansiedade medo e vaidade
    Não e como a gente que esta na cidade
    E a lida no campo faz a vida mais pura

    À tarde tão calma e a noite chegando
    DEUS vai colocando o sertão pra dormir
    O roceiro oferece um ponteio de viola
    O céu agradece e gosta de ouvir

    À noite em silêncio cheia de segredos
    Ele abre a janela pra ver o luar
    Depois adormece nos braços da amada
    Feliz esperando outro dia chegar.


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