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A Prostituta

Poeta J Sousa

Letra

    A mulher que é prostituta
    De ninguém não tem respeito
    Ninguém lhe trata direito
    Devido a sua conduta
    Se chamar ninguém escuta
    Com a mínima atenção
    Da sua situação
    Ninguém não se compadece

    A prostituta padece
    Tremenda humilhação

    Com qualquer um ela deita
    E faz sexo sem ter amor
    Satisfaz o sedutor
    Mas não fica satisfeita
    Sem querer se sujeita
    As vezes por um tostão
    Que também quando lhe dão
    Primeiro lhe aborrece

    Para poder saciar
    A fome ingrata e crua
    Vende sua carne nua
    Na cama do lupanar
    Se obriga a se entregar
    A qualquer um cidadão
    De qualquer um a região
    Que na frente lhe aparece

    Ela não é respeitada
    Do jeito que as outras são
    Na sua humilhação
    Ela é muito criticada
    Recebe muita piada
    Mas não faz revidação
    Pra pegar na sua mão
    Ninguém jamais aparece

    A casa que ela mora
    Coitada nada mais é
    Que um quarto do cabaré
    Onde a fome lhe devora
    Aparece toda hora
    Macho feio que só o cão
    Que lhe leva pro colchão
    Se serve e desaparece

    Seu consolo é a cigarro
    Seu alimento a cachaça
    Da sua grande desgraça
    Todo mundo tira um sarro
    Grito, brado e esparro
    Dão nela sem compaixão
    Até mesmo um ladrão
    Da prostituta escarnece

    Do pecado ela é sujeita
    Praticando ato feio
    Abraça o marido alheio
    Leva pra cama e se deita
    A qualquer home aceita
    Gostando dele ou não
    Abraço e aperto de mão
    Ninguém não lhe oferece

    Falta quem lhe dê ajuda
    Sobra quem lhe dê porrada
    Por isso vive ferrada
    E pra melhor nunca muda
    Não existe quem lhe acuda
    Quando está em aflição
    Fica só na solidão
    E sua tristeza cresce

    Não casa pra ter marido
    Não ama pra ser amada
    Não é acariciada
    Porque não tem um querido
    Vende seu corpo despido
    Sem a menor sensação
    E até de alimentação
    Muitas das vezes carece

    Lhe chamam mulher à toa
    E também mulher da vida
    Ninguém lhe chama querida
    Nem o seu erro perdoa
    Moça, mulher e coroa
    Negam a ela o perdão
    Com isso seu coração
    De tristeza adoece

    Pra não morrer na miséria
    Da forma mais infeliz
    Nos cabarés do país
    Vende a sua matéria
    Devido ela não ser séria
    E nem ter reputação
    Sofre descriminação
    Até de quem não conhece

    Portanto é muito comum
    Ela não ser respeitada
    Devido não ser casada
    É mulher de qualquer um
    Não sente prazer nenhum
    Na vida que leva não
    Mas essa humilhação
    Ela também não merece


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