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Casei Dez Vezes e Vivo Só

Poeta J Sousa

Letra

    Eu casei com dez mulheres
    E, no entanto, eu vivo só
    Pois as dez foram piores
    Que sangue de procotó
    E eu vou contar pra vocês
    Sem nenhuma acanheis
    O que cada uma fez
    Comigo sem sentir dó

    Minha primeira esposa
    Passou cinco meses fora
    Chegou em casa buchuda
    Dum tal de zé da espora
    Mostrou o bucho pra mim
    E depois me disse assim
    E aí, achou ruim?
    Se conforme ou vá embora

    Minha segunda esposa
    Também me deixou na mão
    Começo logo um chamego
    Com a filha de João
    Ia pra festas com ela
    Dando abraço e beijos nela
    Foi viver ao lado dela
    A peste era sapatão

    Com minha terceira esposa
    Eu também não tive paz
    Ela saia com Zé
    Com João, Chico e Braz
    Com eles na companhia
    Ela passava o dia
    E a noite inda saia
    Com quinze machos ou mais

    A minha quarta esposa
    Não era mulher legal
    Aprendeu traficar droga
    Roubar e fazer o mau
    No tráfico estava no meio
    Roubando o que era alheio
    Foi morta num tiroteio
    Com a plicai federal

    Com minha quinta esposa
    A minha sorte foi pouca
    Um dia bebeu veneno
    Não morreu, mas ficou louca
    Com o veneno que bebeu
    O juízo ela perdeu
    Pegou uma pistola e deu
    Um tiro na própria boca

    A minha sexta esposa
    Não era mulher cortês
    Fazia amor no motel
    Com cinco homens ou seis
    Fazia amor todo dia
    Com muitos na freguesia
    E comigo não queria
    Fazer nem uma só vez

    Com minha sétima esposa
    Eu também fui engando
    Quando a levei para a cama
    Fiquei decepcionado
    Gelei da cabeça ao pé
    Não tive um prazer se quer
    Porque em vez de mulher
    A praga era um veado

    Minha oitava esposa
    Não era mulher de fé
    Vivia de bar em bar
    Enchendo a cara de mé
    Em nada me deu prazer
    Me fez muito foi sofrer
    Me deixou e foi viver
    Chefiando cabaré

    A minha nona esposa
    Para mim foi um azar
    Ela vendia galinha
    Na feira do Aguiar
    Jeito pra venda ela tinha
    Só que depois a morrinha
    Deixou de vender galinha
    Pra galinha se tornar

    A minha decima mulher
    Só fedia a mocó
    O seu corpo tinha grude
    Da cabeça ao mocotó
    Passava um mês sem banhar
    Sem sua roupa lavar
    E eu não pude aguentar
    Deixei ela, e vivo só


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