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Homem Viciado No Velho

Poeta J Sousa

Letra

    Seu Ambrósio Agostinho
    Todas as noites saía
    Chegava a meia-noite
    E quando a velha dizia
    Ambrósio tu foste aonde
    Vai molesta me responde
    Ele a ela respondia

    Eu fui consumir o velho
    Que o velho me faz bem
    Coisa melhor que o velho
    Pra mim no mundo não tem
    Minha velha eu vou dizer
    Eu só gosto de você
    Do velho e de mais ninguém

    E era a semana inteira
    Que seu Ambrósio saía
    Chegava de madrugada
    E às vezes no outro dia
    E quando a velha perguntava
    Onde é que ele estava
    Ele sempre assim dizia

    Eu estava com os amigos
    Consumindo o velho, amor
    Quando eu consumo o velho
    Eu fico com mais vigor
    E melhora minha vida
    O velho pra mim, querida
    Tem um especial sabor

    Dizia isso e saía
    Sem enfeite e sem esmero
    E ainda dizendo a velha
    Sem o véi me desespero
    Depois chegava sem fome
    A velha dizia: Come
    Ele dizia: Eu não quero

    Aí avelha passou ter
    Uma desconfiança total
    E dizia assim: Meu Deus
    Oh, meu pai celestial
    Pelo que Ambrósio diz
    Eu acho que o infeliz
    Só pode ser canibal

    Ele sai dizendo que
    Vai um velho consumir
    Eu vou é dar parte dele
    Ao delegado Valdir
    Se eu não denunciar
    Ele vai é me matar
    Me mastigar e me engolir

    Aí Dona Chica foi
    Direto a delegacia
    E para o delegado
    Por essa forma dizia
    Delegado, meu marido
    É canibal, é bandido
    Consome um velho por dia

    Toda noite ele sai
    E sai dizendo, doutor
    Que vai consumir um velho
    E isso é um horror
    Antes que ele me devore
    Prenda ele não demore
    Faça isso, por favor

    O delegado mandou
    Ao seu Ambrósio chamar
    E disse assim: Sua velha
    Veio aqui denunciar
    Que o senhor vive saindo
    E um velho consumindo
    Toda noite sem parar

    Isso é verdade ou não
    Me responda sem boato
    Se for você vai ser preso
    Por crime de assassinato
    E também canibalismo
    Me responda sem cinismo
    E não se faça de chato

    Seu Ambrósio respondeu
    Pra o doutor sem achar graça
    Eu consumo o velho sim
    E até a fome passa
    Consumo o mês inteiro
    Mas é o velho barreiro
    Que é a melhor cachaça


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