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Mocidade e Velhice

Poeta J Sousa

Letra

    Nada há mais desigual
    Que velhice e mocidade
    É a contrariedade
    Maior que existe afinal
    A velhice é um mal
    Para o qual cura não tem
    Mocidade é um bem
    Que em pouco tempo desaba
    Querendo ou não se acaba
    Quando a velhice vem

    Mocidade é uma flor
    No jardim da juventude
    Quem é jovem tem saúde
    Disposição e vigor
    A velhice, meu senhor
    É um jardim ressecado
    E quem é velho coitado
    Tem um viver muito falho
    Igualmente a um galho
    Que da planta foi cortado

    Mocidade é um rio
    Perene e cristalino
    Onde menina e menino
    E adulto vive sadio
    A velhice é um estio
    Prolongado e causticante
    Queimando a todo instante
    O pobre do ancião
    Pois os idosos estão
    Da saúde bem distante

    Mocidade é fortaleza
    Na qual o jovem habita
    Numa situação bonita
    E repleta de beleza
    Velhice é com certeza
    Um prédio desmoronado
    Onde o ancião coitado
    Vive muito triste nele
    E só fica livre dele
    Depois que vira finado

    Mocidade é água fria
    E doce de se beber
    Que faz o jovem viver
    Vigoroso todo dia
    Velhice traz agonia
    E uma fraqueza danada
    Porque é água salgada
    E além de salgada quente
    Deixando o velho demente
    Com a vida arruinada

    Sem dúvida a mocidade
    É uma estrela brilhante
    Brilhando todo instante
    No céu da felicidade
    Onde o jovem na verdade
    Tem uma vida segura
    Velhice é estrela escura
    Que faz o pobre o ancião
    Viver na escuridão
    Até ir pra sepultura

    Mocidade é um presente
    Que Deus dá para a pessoa
    Viver uma vida boa
    Bem feliz diariamente
    Quem é moço anda pra frente
    E se sai bem no que faz
    Velhice é Bujão sem gás
    Que faz o pobre velhinho
    Além de errar o caminho
    Só caminhar para trás

    Velhice e mocidade
    Não combinam nem cá peste
    O homem moço se veste
    De paz e tranquilidade
    Quem tá na velhiridade
    Se veste de sofrimento
    De dor e padecimento
    Que a velhice toda hora
    Fura igual a espora
    Na barriga do jumento


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