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Os Animais

Poeta J Sousa

Letra

    Admiro os animais
    Feitos pela natureza
    Sem conjunto musical
    Canta bonito a burguesa
    Sem ter bateria boa
    Pirilampo a noite voa
    Com a sua luz acesa

    Sem concorrente o gato
    Tem bastante ligeireza
    Pra correr e pra pular
    Ele tem muita destreza
    E para pegar o rato
    O danadinho do gato
    Usa muita esperteza

    Sem ter pernas e nem braços
    A cobra é com certeza
    Um animal que precisa
    De muito jeito e braveza
    Precisa se alimentar
    E para a presa matar
    Usa o veneno na presa

    Urubu é um animal
    Que não usa malvadeza
    Come o que acha morto
    Sem nojo da impureza
    Comendo coisa nojenta
    É que ele se alimenta
    E faz na terra limpeza

    Cururu é muito feio
    Ele não tem boniteza
    Mas estando no quintal
    Trabalha e nossa defesa
    Come os mosquitos que traz
    Doenças ruins demais
    Para nossa redondeza

    O macaco como a gente
    Não demostra gentileza
    Pra pegar o que é alheio
    Ele tem muita afoiteza
    E aqui no nosso país
    Tem muita gente que diz
    Que ele é rei da safadeza

    O galo canta bonito
    Sua voz é bem coesa
    O pavão não canta nada
    Sua voz causa tristeza
    Os pés é muito esquisito
    Mas o seu corpo é bonito
    Por ter nas penas beleza

    O leão mata a vítima
    Com covardia e frieza
    O búfalo enfrenta a ele
    Sem ter nem uma moleza
    Caranguejo anda de banda
    E o bicho preguiça anda
    De vagar e sem firmeza

    O elefante é pesado
    Seu corpo não tem leveza
    O morcego enxerga bem
    Com perfeição e clareza
    O sapo vive na lama
    Mas ele nunca reclama
    Por ter uma esposa obesa

    Burro não tem simpatia
    É grosseiro e tem rudeza
    Sem trator, o peba cava
    Buraco com profundeza
    Papagaio sabe falar
    E a baleia tem o mar
    Como sua fortaleza

    Abelha fabrica mel
    Sem precisar duma empresa
    A aranha tece a teia
    Com muito jeito e fineza
    Ticaca fede demais
    Mas nunca andou atrás
    De uma colônia francesa

    O touro usa os chifres
    Para a sua defesa
    Cachorro ao mesmo tempo
    Faz três coisas com grandeza
    Late, fareja e corre
    E quando seu dono morre
    Ele late é de tristeza

    E eu digo sem manobras
    Que os animais são obras
    Da divina natureza


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