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Osso Duro de Roer

Poeta J Sousa

Letra

    O pobre do chapeado
    Passa o dia trabalhando
    Carregando caminhão
    E também descarregando
    Trabalha feito um louco
    E o que ganha é tão pouco
    Que não dá nem pra comer
    Pra comer compra fiado
    A vida do chapeado
    É osso duro de roer

    A prostituta se vende
    Para conseguir o pão
    Entrega seu corpo nu
    Em em cima de um colchão
    Nos cabarés continua
    Vendendo a carne sua
    Pra um taco de carne ter
    Dentro da sua panela
    Por isso a vida dela
    É osso duro de roer

    O coitado do mendigo
    Pega a sua sacola
    E vai andar pelas ruas
    Pedindo uma esmola
    Pede esmola o dia inteiro
    E só consegue o dinheiro
    Duma Coca-Cola beber
    Ou então dum picolé
    A vida do esmolé
    É osso duro de roer

    O homem que é gari
    Leva uma vida mesquinha
    Tira o lixo da cidade
    Deixa a cidade limpinha
    Recebe pouco dinheiro
    E ganha o nome de lixeiro
    Pra seu desgosto crescer
    Igual um pé de piqui
    A vida de um gari
    É osso duro de roer

    A empregada doméstica
    Trabalha para a patroa
    Juntamente ao patrão
    Levar uma vida boa
    E pagam para a coitada
    Uma quantia mirrada
    Que faz vergonha dizer
    Pois é mesmo quase nada
    A vida da empregada
    É osso duro de roer

    O coitadinho do cego
    Não enxerga a luz do dia
    Para poder caminhar
    Necessita de um guia
    E além do guia um bastão
    Pra poder bater no chão
    E dessa forma saber
    Aonde bota o pé
    A vida do cego é
    Osso duro de roer

    O pobre do encanador
    Vive limpando esgoto
    Para ganhar o dinheiro
    De sustentar seu garoto
    Trabalha todo momento
    Chega em casa fedorento
    Lamentando a dizer
    Pra esposa seu amor
    Vida de encanador
    É osso duro de roer

    O pobre do cadeirante
    Sofre que não é brincadeira
    Vive todo o seu tempo
    Preso a uma cadeira
    Se ninguém não lhe empurrar
    Ele não consegue andar
    E nem tampouco correr
    Seu sofrimento é gigante
    A vida do cadeirante
    É osso duro de roer

    Os moradores de rua
    Passa o maior desafio
    De dia pede nas ruas
    A noite dorme no frio
    A rua é sua morada
    Sua cama é a calçada
    E lixo é o seu comer
    E seu claro só o da Lua
    Vida de quem tá na rua
    É osso duro de roer


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